30 abril 2011

Hotéis de São Paulo dão aula de etiqueta para atender o público gay



São cada vez mais altas as cifras movimentadas pelo turismo gay. Hotéis, restaurantes, eventos – o mercado percebeu, mas muitos ainda reclamam que são mal atendidos. Para ajudar a vencer o preconceito e receber melhor o público gay, um curso em São Paulo está dando dicas a funcionários de hotéis e de restaurantes.jNo mês que vem, a cidade será sede da Parada Gay, considerada a maior do mundo. A ideia é que o curso, que tem duração de um dia, se repita mensalmente até o fim do ano.
A camareira Gisléia Rosa Buriti não esquece a primeira vez que arrumou a cama de casal de dois hóspedes homens. ‘”Eu fiquei assustada. Atendi normalmente, mas saí pasma. Hoje eu vejo que é totalmente normal”, comentou.
Os funcionários de alguns hotéis de São Paulo têm tido curso de etiqueta para receber gays, lésbicas e transexuais. “O maior constrangimento no hotel é que, mesmo que você faça uma reserva para casal, quando você chega ao quarto, a maioria das vezes você encontra duas camas de solteiro por serem duas mulheres”, conta a relações-públicas Mara Viegas.
“Às vezes você chega a um restaurante que o garçom tem um pré-conceito da sua pessoa e coloca você sentado em uma mesa perto do banheiro ou até mesmo no fundo do restaurante”, diz o recepcionista bilíngue Eduardo Oshiro.
A Avenida Paulista vai virar palco da Parada Gay em pouco mais de um mês. No ano passado ela trouxe mais de 400 mil visitantes para a cidade e girou nada menos que R$ 188 milhões no setor de turismo. Mas o evento não é o único motivo do interesse em aprender a lidar com o público gay. Os donos de hotéis, bares e restaurantes estão olhando longe, com o foco na Copa de 2014.
Para não cometer nenhuma gafe, os alunos aprendem regras valiosas. Se for indicar o toalete, opte pelo gênero que a pessoa se apresenta: mulheres e transsexuais femininos no banheiro feminino e vice-versa; o garçom deve entregar a conta para quem a pediu; e no hotel, ao receber dois homens gays, por exemplo, o recepcionista precisa perguntar com naturalidade se prefere cama de casal ou de solteiro.
Vale a dica : “Você tem de tratar todos iguais, como seres humanos, do jeito que você é também”, defende o segurança de hotel João Alves.

2 comentários:

  1. Ai amigo, sabe nunca fui em uma parada gay, muita politicagem que não interessa, enfim, não fui e não vou odeio muvucas ...
    Mas sabe que a parada gay é uma arma que temos pelo menos aqui em Sampa , o que isso movimenta de $$$$$$$, ou seja há um grande interesse financeiro em cima disso , mas já pensou um grande boicote gay, na parada para exigir os nossos direitos ???? Enfim ..é a vida ...
    A propósito já mudei o blog Ih fud para o Mariposo , passa lá :)

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