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06 setembro 2012

Quem são eles? Quem eles pensam que são?

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Dieison Marconi                          
Todos sabem que as reivindicações da comunidade LGBT, apesar das constantes apunhaladas que sofrem de grupos contrários, nós gays, lésbicas, bissexuais, transformistas e transexuais temos um discurso que aos poucos, em doses homeopáticas, vem se legitimando.  Mesmo assim, ao passo que a nossa minoria sexual torna-se visível frente a mídia, sociedade e poder público, alguns de nós permanecem inexistentes, na invisibilidade social. São aqueles que não têm seu discurso assegurado,  que não tem sua imagem atrelada a esta incessante luta por um vida mais digna e sem repressões, que parecem não existir dentro de um movimento que já tem mérito e muitas conquistas. E pior, essa invisibilidade de alguns dentro do movimento LGBT parece comungar com um preconceito de massa: falo aqui da invisibilidade dos idosos, da invisibilidade dos idosos homossexuais.

Idosos em geral ainda são um tanto quanto inexistentes aos olhos da esfera pública, ainda parecem perder a importância por lhe lançarem o rótulo de “improdutividade” e “despesa” ao poder público. São esquecidos em prol da ultravalorização da beleza e do mito da juventude eterna. Tudo isso acontece ao passo em que estatísticas demonstram que nossa população está vivendo mais, que a longevidade tem sido um exemplo de bom índice de desenvolvimento humano no país se comparado  há décadas atrás. Outro item que parece quase intocável quando o assunto é a população idosa é a sua sexualidade: é como se esta fosse anulada por um preconceito que diz respeito a vida sexual na velhice. É tão difícil imaginar a vovó transando com o vovô? Pode ser, e para muitos, realmente é. Mas eles não são crianças, meu bem. Ainda assim, a atenção que idosos heterossexuais recebem quando comparada com a atenção que idosos homossexuais recebem, temos uma dimensão aterrorizante da falta de visibilidade que os nossos "LGBTs velhos" possuem, pois se as concepções heterormativas, homofóbicas e patriarcais já maculam nossa sexualidade “desviante” enquanto jovens, o que dizer de uma sexualidade desviante na velhice?! Murilo Mota Peixoto, que tem alguns estudos na área, diz que enquanto é “aceitável” remeter a sexualidade de idosos heterossexuais ao carinho, proteção e companheirismo, a sexualidade dos idosos homossexuais está atrelada a estereótipos vulgares, sujos e grotescos.   Além disso, me parece que enquanto idosos heterossexuais vislumbram e possuem um presente rodeado por esposa ou marido, filhos e netos, idosos homossexuais por não se inserirem neste modelo, são  apenas aqueles e aquelas sobreviventes acusados de peste gay lá no  século passado. 

E onde fica a inserção social desta minoria?  Quais são as estatísticas que temos dessa população? Onde eles estão?  Quando passarão a existir do ponto de vista histórico, cultural e social? Quando haverá mais estudos que contemplem gênero e geração? Quando haverá políticas públicas voltadas para este segmento? Ah sim, eu havia esquecido: nosso governo federal, em meados de Fevereiro vetou um vídeo de uma campanha pela prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre homossexuais JOVENS porque neste havia dois  MENINOS que se acariciavam. A campanha se dava pelo fato de que as maiores vitimas de contaminação por DSTs ainda são homossexuais. No entanto, em tal contexto de visibilidade de homossexuais IDOSOS, como vamos esperar algo do gênero voltado para mesmos?    Onde está a comunidade LGBT para torná-los visíveis? Eu sei que é difícil levantar causas de quem está completamente escondido e até se esconde por contra própria, no entanto, temos de cimentar discussões de como dar visibilidade ao idoso homossexual, de como tirá-los do anonimato, de que forma tirá-los do gueto.
Quem sabe,  estudos  como estes abaixo, podem ser o inicio.  Para quem se interessar, é só clicar aí: 

19 julho 2012

Amor, sexo e cinema

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Dieison Marconi
O Dia dos namorados já passou e o Dia do sexo ( data esta em  que uns comemoram, outros questionam e outros choram)  ainda está por vir, mesmo assim, a coluna de hoje vai tratar de cenas de amor homoafetivo no cinema mundial. Perambulando pelo meu Filmow, ao ver vários filmes com temática homossexual (ou não) e que em meio a trama lançavam mão de algumas cenas quentes, tórridas, românticas e sensuais, resolvi fazer da coluna de hoje uma lista com minhas cenas homoafetivas favoritas, sem pretensão de criar um lista como aquelas de “as cinco melhores cenas gays do cinema", pois não tenho tarimba pra isso e nem assisti a todos os filmes do gênero já lançados ou que simplesmente tenham uma ou outra cena que possa se enquadrar aqui. São oito cenas bem curtas, mas que variam entre o cinema espanhol, norte americano, francês, alemão e brasileiro. E são ótimas cenas!

A primeira cena trago mais pela importância do que pelo favoritismo. Ela data de 1927, está em preto e branco, é cinema mudo e nela está o primeiro beijo homossexual exibido na história do cinema. A cena é do filme Wings, no qual dois pilotos de combate  (interpretados por Buddy Rogers e Richard Allen) se acariciam e se beijam timidamente.  É uma cena que não esbanja tesão e sensualidade, mesmo assim, é um beijo em preto e branco que começaria a tirar a homossexualidade do gueto ainda  nos anos 20. Quando vi este filme, lembrei de mim lá em 2006, com 14 anos de idade, assistindo ao  Brokback Mountain e achando  tudo tão inovador (risos), sem saber que Broakbeck Mountain, de certa forma, já estava em Wings. Este filme foi o primeiro longa do cinema mudo ao receber o Oscar de melhor filme. Eis a cena do beijo:

Se o primeiro beijo entre dois homens acorreu em 1927, o primeiro beijo entre duas mulheres foi acontecer em 1931, no filme Machen in Uniform, e foi entre uma professora e uma aluna de 14 anos de idade. Mas foi, também, um beijo super tímido!  Foi o cinema  que  trouxe os primeiros “romances homossexuais" para as telas, antes mesmo da TV, já que nesta, o primeiro beijo entre gays foi acontecer apenas em 1960. Há também uma diferença um certa distância temporal entre o primeiro beijo e o primeiro beijo gay exibido no cinema, já que o primeiro data de 1896.  Veja a cena de Machen in Uniform abaixo. (Vale lembrar que este filme foi refilmado em 1958).

A próxima cena, é sem dúvida, umas das minhas preferidas, por três motivos: gosto do cinema francês, esta cena tem ótima fotografia, trilha sonora e atuação, e claro, a androginia do Louis Garrel. Poético e delicado, Les chansons de amour (As canções de amor, 2007) musical francês de Cristophe Honoré, substitui muitos dos diálogos por canções, o que me dá uma imensa vontade de ter o Garrel cantando Ma memórie sale ao pé do meu ouvido, como na cena a abaixo, na qual  Samuel (Louis Garrel) finalmente deixa-se levar pelo desejo de  Erwann (Grégorie Leprince).
Outra cena que não consigo apagar da minha memória cinematográfica é a do filme J’ai tué a me mère ( Eu matei minha mãe, 2009) com direção e atuação de Xavier Dolan.  A cena em questão, é uma explosão de cores. Notavelmente inspirada na arte de Jackson Pollok,  Hubert (Xavier Dolan) e Antonin ( Françóis Arnould) começam a pintar uma parede, e entre tintas e jornais, terminam em uma quente cena de amor.

Mais quente que a artística cena de amor entre Xavier Dolan e François Arnould, só mesmo a transa entre Ninna (Natalie Portman ) e Lilly ( Mila Kunis) em Cisne Negro (2010). Pra quem já viu o filme, uma cena tão quente quanto louca, e loucamente bem interpretada por ambas as atrizes. Não é a toa que Natalie levou o Oscar de melhor atriz pelo longa. 

A próxima cena, mais uma vez, não é uma cena de sexo, mas eu não tinha como deixar de fora a atuação de Heatch Ledger e Jake Gyllenhaal neste beijo desesperador. Não há como negar que O Segredo de Brokeback Mountain, é sem duvida, um dos melhores filmes já feitos abordando relações homossexuais, com roteiro, direção, fotografia e atuações incríveis. E O Heatch Ledger?! Ah o Heatch Ledger...
Obvio que não podia faltar uma cena de algum filme de Almodóvar, o problema é que NÃO é fácil escolher uma cena homoafetiva em um filme do cineasta espanhol, já que todos são repletos de cenas do gênero. Abaixo eu exibo a sensual cena da piscina no polêmico Má Educação (2004).  
Por fim, o Diabo rouba a cena, pois pra fechar a lista, não podia faltar uma cena homoafetiva do cinema brasileiro. Eis que surge, aí o biográfico Madame Satã (2002), gloriosamente atuado por Lázaro Ramos como protagonista ao interpretar João Francisco dos Santos Sant’ana, malandro, homossexual, transformista brasileiro. Madame Satã faz parte daquele seleto grupo de filmes brasileiros que merecem ser assistidos, lapidados, degustados.  Eis a cena, que é sim, de tirar o fôlego, excelentes atuações.   
Sinto que eu deixei muitos filmes e cenas de fora, só de Almodôvar teriam muitos outras, inúmeras cenas a cada filme. Faltou  também, por exemplo, o dançante final de Beautiful Thing, a descoberta do beijo  em Eu não quero voltar sozinho,  as picantes cenas da Penélope Cruz e  Charlize Theron em Três vidas e um destino,  Sheron Stone e Jeanne Tripplehom em Instito Selvagem e tantas outras cenas.  Quem sabe, em outro post, eu faça uma segunda lista.

Deixo o link para uma lista interessante (que não é minha) das melhores cenas lésbicas do cinema: http://letral.com/artigos/5-melhores-cenas-lesbicas-cinema



12 julho 2012

Maria nem sempre vai com as outras!

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Dieison Marconi
         Sempre imaginei que há cristãos que remam contra a maré e não partilham do mesmo ideal de fieis que pregam o amor de um Deus, e em contrapartida, condenam toda a comunidade LGBT por um comportamento avesso a heteronormatividade, desencadeando assim, reações de ódio e  intolerância contra os mesmos, seja no púlpito de suas igrejas, seja fazendo uso de um sistema democrático para “legislar” contra o pluralismo, ou ninguém aí ouviu falar do projeto Cura Gay? 
        O cristianismo sempre foi sexofóbico: um homem e uma mulher não podem fazer sexo por prazer, mas sim para procriar, assegurar a existência da espécie. Quero saber quantos pastores evangélicos pensam o mesmo quando estão na cama com suas esposas.  Por que não usar preservativo na relação sexual? Por que sexo apenas para procriar e não pelo prazer? Por que essa dominação do corpo de homens e mulheres? Por que essas regras de como devem se comportar? Michel Foucault, meu queridinho das aulas de Comunicação e Pensamento Contemporâneo já dizia: “nada é mais físico, nada é mais corporal do que o exercício do poder (..) antes de colocar a questão como da ideologia, não seria mais materialista estudar  a questão do corpo, dos efeitos de poder sobre ele?!" 
         Agora, se um homem e uma mulher em uma relação sexual ( que pode gerar filhos) não podem transar por prazer, oh meu Deus, e dois homens ou duas mulheres, então? Lugarzinho certo e bem merecido no inferno! Não meus  caros, nem todos os cristãos pensam assim! E no vídeo abaixo, apresento-lhes o pastor evangélico Alexandre Marcos Cabral. O discurso de Cabral me deixa alegre  sim, pois são palavras que defendem a naturalização da homossexualidade, e que dessa vez, não partem de nós LGBTs, mas sim do meio cristão, quando muitos destes, nos julgam imorais, sujos e indignos. Prestem atenção nesses dois trechinhos da entrevista que ele cedeu ao Conexão Jornalismo:
Sobre o projeto Cura Gay proposto pela Bancada Evangélica 
“Não consigo entender como uma pessoa consegue ler a bíblia, falar que tem uma fé profunda em cristo e ao mesmo tempo ela consegue dizimar, perseguir filhos, parentes, amigos, por causa dessa condição sexual que é avessa à sua e legitimar isso em nome desse Cristo que nem tocou nesta questão e, pior ainda, toda a moralidade dele ta baseada, justamente, não na tolerância – porque a tolerância é um ódio bem administrado – mas no respeito e numa valorização da diferença.”
O que ele diz sobre a  Bíblia, seus dogmas e conceitos 
 “A bíblia manda matar o homem que não tem barca, pessoas que comem crustáceos, as mulheres que ficam menstruadas devem ficar em casa o dia inteiro até 7 horas da noite, se tocarem na parede, mais 7 dias... Tudo isso tá na bíblia, por que as pessoas não seguem? Eu não vejo nenhuma mulher trancada em casa porque está menstruada e não me consta que nenhum pastor faça isso com suas mulheres e deixem de raspar a barba porque leem esses textos, e esses textos, por sinal, estão ao lado do texto que fala contra a relação entre homossexualidade e idolatria.  
Se a gente for levar ao pé da letra, então ta na hora da gente dizimar metade dos homens da humanidade porque fazem a barba e mais ainda uma grande parcela da humanidade porque comem crustáceos.
Vejam o vídeo da entrevista, que tem  apenas 12 minutos. 


21 junho 2012

Frederico me ajuda: dois submissos na cama.

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Estou afim de um cara com o qual estou saindo há tempinho, mas descobri que no sexo ele adora ser submisso e eu não curto dominar, pois sou passivo e também curto submissão. E agora o que eu faço (Leitor Anônimo)

Muito embora eu sendo gay também, não sei explicar essas coisas de submissão, consigo visualizar isso melhor em um panorama heterossexual. De fato, as pessoas tendem a ter uma preferência quanto a dominar ou se deixar dominar no sexo. A nossa cultura, com muitos vestígios dos pensamentos machistas que eram regra no passado, ainda tende a supor que a mulher deve ser submissa e que o homem deve ser o dominante.  Muitos que defendem essa opinião se baseiam no fato de que somos animais e que por isso deveríamos seguir a lei da natureza – a fêmea se abre dando espaço para que o macho controle a situação. Eu imagino (sem muita certeza) que você como passivo curta essa fantasia de um macho dominador justamente por imperar em nossa sociedade a ideia de que o passivo seria como a mulher da relação, por isso mesmo submisso (mas isso não é o foco da questão) 
Bom, no seu caso, como os dois são submissos, e um submisso só pode existir diante de um dominador, vocês vão precisar alinhar algumas coisas na cama. O primeiro passo é decidir se o relacionamento vale a pena mesmo que você tenham que fazer adaptações nas suas preferências sexuais. Se acharem que sim, daí vão precisar encontrar uma forma de equilibrar a equação para que os dois possam sentir prazer na mesma proporção. De repente, podem decidir alternar – um dia você domina em nome do prazer dele e no outro ele te domina em nome do seu prazer. Ou então, podem se dividir durante o sexo – um começa dominando e depois troca de papel com o outro. Enfim, aí vocês precisarão conversar e decidir o que acham melhor para os dois.

04 junho 2012

A tal da "Virilidade"

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Não, meus caros. O grande mal da humanidade não são as drogas, como diria a sua avó. Nem o consumismo ao qual o seu vizinho idealista tem aversão. Muito menos a falta de engajamento político dos jovens, que o seu professor de história tanto condenava. O novo vilão é um lobo em pele de cordeiro. Chegou tímido, mas logo encontrou cadeira cativa na mesa do café da manhã das famílias mais tradicionais, aquelas de comercial de margarina. Então, aos poucos, foi colocando as manguinhas de fora. Hoje ganhou o superpoder da onipresença: está em casa e na rua, no meu trabalho e no seu; atinge  héteros e homossexuais. Queridos leitores, é de pau mole que eu estou falando, ou melhor do problema que se cria por causa de um pau mole.
Na boa, para mim isso não é problema, eu nem tenho vergonha em dizer que já broxei, o problema é a dimensão com que muitos caras fazem de um probleminha tão normal. Me lembro de um guri com quem eu sai no ano passado, com medo de broxar o moço tomou um viagra antes de sair comigo. Ai eu me pergunto, porquê pessoas jovens tomam viagra? porquê tomam viagra se ainda nem sabem se vão broxar ou não? É o velho mito da virilidade que atinge até os gays. Ser uma maquina sexual virou um status, por que você vai ser falado e comentado, e ninguém quer ser o broxa, todo mundo quer ser o "fodastico". Mas tipo, que se dane, ninguém tem que ser perfeito, e meter por meter a gente pode usar a mão, essa coisa mecânica de chegar dar um oi + um meio beijo + a trepada = a fim, isso sim que me broxa. Para mim o bom  mesmo é o antes e o depois do ato. E são justamente as preliminares que vão te dar mais intimidade e segurança para a hora do sexo. 

02 abril 2012

Ele nao entendeu que eu quero sexo com sacanagem

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Cada um escolhe como prefere transar, mas é difícil negar que sexo com sacanagem é geralmente mais gostoso. Sexo é um dos poucos momentos na vida nos quais podemos deixar de nos levar pelo racional. É aquela história do quero transar hardocore e depois adormecer no seu peito ganhando cafuné. Tem pessoas que não entendem isso e que confundem a criatividade na cama com falta de respeito.
Eu tive um rolo por algum tempo com um cara que nunca tinha experimentando uma modalidade mais aventureira na cama, ai eu expliquei para ele que sexo com romantismo é bom, mas todo dia cansa, e é necessário variar um pouco e um bom sexo selvagem faz muito bem para a pele.
E se você passa por isso nada melhor que uma boa conversa. Comece com umas fantasias  mais tranquilas para que o coitado não se traumatize. Mostre para ele que através da realização dessas vontades você sente muito mais tesão, o que vai naturalmente aumentar também o tesão dele. Elogie sempre que ele der um passo a frente e fazer uma coisa nova que você gostou. Peça pra ele fazer de novo na próxima vez e, com jeitinho, vá aos poucos pedindo as coisas mais secretas.
Se ele mesmo com todas as explicações, se recusar a ser um facilitador do seu prazer, acho que deveria rever um pouco os conceitos do relacionamento de vocês. É claro que ninguém é obrigado a transar de uma forma que não gosta, mas para uma parceria ser boa de verdade, as vontades precisam estar alinhadas. Se ele não estiver disposto a abrir mão de seus preconceitos em nome do prazer de quem ele ama, cabe a você decidir o quanto isso te incomoda e o quanto você está disposto a abdicar de seus desejos em nome de um relacionamento. 
Lembrando sempre que sexo prazeroso é sexo seguro, a camisinha é indispensável!!!

28 março 2012

Frederico me ajuda: O broxa da camisinha

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Em mais uma pergunta de leitores que me chamou a atenção essa semana, foi sobre o broxa da camisinha. Um leitor perguntou o que fazer se o cara com quem ele ta saindo broxa na hora de por a camisinha?
Por mais que todos nós saibamos que camisinha evita milhares de doenças é muito difícil  encontrar um homem  que diga que prefere transar com o menino empacotado. Porém, o uso dela é indispensável!!! Todos nos sabemos que a camisinha aperta, tira a sensibilidade e dá uma puxada nos pelos. Por isso, o momento de colocar o preservativo é aquele que separa os fortes dos fracos, os bons de cama dos broxas.  Eu também já sai com o brocha da camisinha, mas isso não necessariamente é um motivo para você dispensar o cara, se ele não consegue por livre e espontânea vontade... segue ai umas dicas para você ajudar o mocinho:
> Deixe sempre a camisinha perto de onde vocês estão, vale até abri-la e deixá-la no jeito pra evitar todo aquele processo de abrir o pacote numa hora crítica.
> Enquanto ele coloca, não fique olhando parado – assim a pressão só aumenta. Faça alguma coisa que o deixe com tesão –  tudo é válido para que ele não se desconecte e perca o tesão.
> Se você estiver disposto a ajudar mesmo, aprenda a colocar a camisinha com a boca. É uma técnica avançada, mas você pode treinar em casa com alguma coisa fálica (banana, vibrador, cenoura) até ficar expert e poder ajudá-lo nessa hora.
>  Se ele não for uma transa casual, compre uma caixa de camisinhas e dê para ele. Peça para que ele treine colocá-las todas as vezes em que for se masturbar – assim ele descobre a forma mais eficiente e rápida de encapar o menino.

O que não pode é fazer sem, por que se ele faz sem com você, já fez sem com muitos outros. E a sua saúde vale muito mais que alguns minutos de prazer!! 

12 março 2012

Frederico me ajuda: pega mal fazer "boquete" no primeiro encontro

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Essa semana entre as milhares de perguntas que lotam o nosso e-mail escolhi uma muito peculiar, um leitor nos perguntou se pega mal fazer um boquete na primeira saida. Ai eu te digo bem na sinceridade, tirou a cueca a sua vergonha deve ficar no chão junto com ela. Acredito que a partir do momento em que você topa transar com alguém, tem que fazer a experiência valar a pena e se esforçar para que o sexo seja sempre o melhor possível, para os dois é claro - se não for para ser assim, melhor nem começar.
Para mim sexo oral é uma parte muito importante no sexo, e além de tudo é um presente para o outro, já que ninguem consegue fazer boquete em si mesmo (claro que existe alguns contorcionistas que conseguem um auto boquete e até comer o seu próprio traseiro) 
Muita gente fica com vergonha por passar uma imagem de vadia ao fazer sexo oral logo de cara, mas o que todo mundo quer na verdade é alguém com atitude na cama que está disposto a dar prazer para recebê-lo também. Mas o principal de tudo mesmo é saber fazer um bom boquete, para isso dá uma olhadinha aqui.

05 março 2012

Frederico me ajuda: meu tamanho é bom?

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O seu parceiro realmente se importa tanto com o tamanho do menino? Quantos centímetros seria considerado um tamanho satisfatório? 
Essa sua pergunta já foi feita mais vezes do que a do ovo e da galinha. Quase todos homem, por mais que se olhe no espelho todos os dias, tem uma certa encanação acerca do tamanho do pau. E por mais que já se tenha sido dito que a performance conta muito mais que os centímetros (ou que a falta deles), tem homem que não se dá por convencido. Então vamos lá:
De acordo com dados médicos, um pênis médio ereto tem entre 11 e 17 cm. Ou seja, se você tem um pênis que, ereto, mede mais de 17 cm, você pode se considerar um sujeito de pau acima da média. Se o seu pau, ereto, mede menos de 11cm, você, de acordo com o padrão das medidas, tem um pau pequeno. E se sua régua não vai além dos 7cm, você se encontra na classificação de micro-pênis – únicos casos para os quais procedimentos cirúrgicos para aumento do membro são indicados.
Se enquadrou a categoria dos pequenos? Calma, ainda tem jeito: Se aprofunde no Kama Sutra. Você precisa conhecer as posições mais favoráveis para o tamanho do seu instrumento. Seja o Deus do sexo oral. Não há quem fique insatisfeito se o cara não representa nos centímetros, mas manda muito bem no sexo oral e na pegada. Tenha um vibrador em mãos para fazer uma surpresinha de vez em quando. Não precisa ter medo dele – vibrador não ajuda a pagar as contas e nem faz cafuné depois do sexo.
E o mais importante: todo mundo sabe que homem de pau grande tem em todos lugares – homens com cérebro+caráter+pegada são raridade.
Boa sorte!

29 fevereiro 2012

Uma nova forma de por o preservativo

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O homem e suas engenhosidades. Quando o assunto é sexo então... não tem limites, podemos triplicar a capacidade de revolucionar nas próprias limitações. Hoje em dia nem pau mole é desculpa para deixar de dar aquela trepadinha estratégica. E se pudermos fazer um sexo seguro sem aquela burocracia melhor ainda, não? 
Fala sério, quem nunca teve problemas na hora de colocar a camisinha? Tirá-la da embalagem e depois colocar no seu instrumento pode literalmente comprometer toda a dinâmica, e aquele tesão irracional pode simplesmente se perder. Pois veja bem uma maravilhosa invenção da humanidade para aqueles (como eu) se atrapalham na hora de por a camisinha. 

27 fevereiro 2012

A ditadura do sexo: o homem viril

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Essa ditadura sexual que nos rodeia, com o maior esforço para não associar com nenhum trocadilho, provoca um ciclo tão perfeito quanto aquele estipulado no livro 1984, do inglês George Orwell, em que o "partido" decretava que "quem controla o passado, controla o futuro e quem controla o presente, controla o passado". Vivemos em um tenso momento em que todo homem se vê na iminente situação de ser eternamente viril e caçador, sempre disposto sexualmente e mentalmente livre de quaisquer impeditivos para a cópula. Se isso segundo alguns heterossexuais é um problema em seu cotidiano, imagina então no mundo homossexual, com dois homens em uma relação amorosa ou simplesmente sexual. 
Por mais que alguns (muitos) homossexuais descartem a necessidade do casamento ou de uma simples relação estável, grande parte ainda deseja um príncipe encantado. Porém para achar tal príncipe, ele mesmo deve se tornar um príncipe encantado, por que nessa nossa ditadura das aparências não adianta de nada você querer um príncipe se você é um sapo. Claro que o príncipe em questão significa ser viril, forte, engraçado, culto, rico, iluminado e... com pegada. Isso me faz pensar que estamos perseguindo algo impossível e sendo perseguidos também por isso; por uma constante cobrança da aparência e no caso gay também destacamos a eterna ereção, visto o enorme e desenfreado desejo sexual de muitos homossexuais. 
Mas a boa notícia é que eu disse muitos e não todos. Existem muitos sapos que não querem o seu príncipe, desejam apenas uma pessoa culta a interessante, se não for pedir de mais e também se não for uma relação aberta um pouco de fidelidade não faz mal. 
Eu acredito que sexo apenas para saciar um desejo sexual não vale a pena, por que sexo por sexo só faz do teu "pau" um instrumento supérfluo, visto que os Sexshop nos provam que para o prazer você não necessita necessariamente de um parceiro. O prazer maior para mim está no antes e no depois do sexo, quando você envolve mais do que desejo sexual, envolve sentimentos. 

08 setembro 2011

Gays, lésbicas, bissexuais, heterossexuais, etc. O que importa é o prazer?

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Essa história de termos que decidir se somos heterossexuais ou homossexuais, faz com que tenhamos que rejeitar e mascarar aspectos naturais que são associados ao sexo oposto. Se quem se define, se limita, então somos todos um grupo de pessoas extremamente limitadas – precisamos por para fora nossa androginia encubada. Um pesquisador chamado Alfred Kinsey, o grande responsável pela primeira pesquisa profunda sobre a sexualidade dos americanos, já entendia bem esse conceito da androginia. Para ele ser homossexual ou heterossexual, significa dois extremos raros. A grande maioria das pessoas se encontra num meio termo. Grande sacada. Ele organizou a orientação sexual das pessoas numa escala, que ficou conhecida como escala Kinsey:

Ou seja, se você se diz heterossexual ou homossexual, você é uma grande exceção na sociedade. A grande maioria das pessoas tem atração pelo sexo oposto em algum nível – esse fatos geralmente passa despercebido porque, no primeiro sinal dessa atração, muita gente trata de escondê-la e guardá-la a sete chaves – “vai que eu viro gay.”
Então, quem se enquadra no “exclusivamente heterossexual” , por exemplo, será que não está nesse posto porque nunca sentiu o mínimo de atração por alguém do mesmo sexo ou porque reprimiu esse desejo? Se ninguém fosse ficar sabendo nunca, será que não experimentaria se pegar com alguém do mesmo sexo? De verdade? 
Para os radicais, falta um pouco a coragem de admitir que é possível sim sentir prazer em alguma escala com o mesmo sexo – não estamos afirmando que todo mundo é gay, mas prazer é prazer, todo mundo é capaz de dar e sentir – independentemente do gênero.


Voltando de viagem, e assim como todo mundo desejou, foi ótima :) 

22 agosto 2011

Ser sexy nos pequenos detalhes

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As coisas que fazem um homem ser charmoso, geralmente são pequenos detalhes:

1. Barba por fazer – aquela que ele deixou acumular por uns 3, 4 dias;
2. Jeito mais largado – os que seguem estilo boy;
3. Mãos – de preferência grandes e bem cuidadas (sem unhas grandes!)
4. Camiseta branca + jeans;
5. Homens que dão beijo no rosto com a boca e não com a bochecha;
6. Cabelo bagunçado (sem gel!);
7. Cueca boxer;
8. Atitude – aquele homem que sabe o que quer e não demora pra agir;
9. Homem cheiroso;
10. Blusa com gola V;
11. Aquele ossinho no quadril, junto com as entradas que apontam pro paraíso;
12. Ombros largos;
13. Os pelinhos do “caminho da alegria”;
14. Tatuagem.

01 agosto 2011

Sexo meia boca: a importância da falar sobre sexo com seu parceiro

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Não dá pra ser especialista em sexo –  cada pessoa é diferente e tem gostos extremos. Você podia se achar o rei da foda, já que ouvia seu ex gemer até enlouquecer os vizinhos, quando você colocava  as bolas dele na sua boca e depois completava com um dedinho na porta dos fundos. Daí, terminaram e você foi tentar a mesma técnica com o atual. Fail. Ele odeia ter o saco escrotal chupado e não gosta de dedos na área traseira. Mas fica morrendo de medo de você achar que ele não gostou do sexo ou da sua ilustre pessoa e escolhe o caminho mais fácil – não falar nada. Ele aguenta por mais algum tempo sua boca insistente e seu dedo que não arreda pé nunca. Até que se cansa e vai secretamente em busca de alguém que transe do jeito que ele gosta. E você, nunca vai ficar sabendo o motivo. Não teria sido muito mais fácil se ele falasse a verdade logo de cara?
Transar com alguém numa certa frequência e não conversar sobre os gostos de vocês é tão proporcionalmente louco quanto ir fazer uma tatuagem e não explicar pro tatuador o que quer.  O resultado não pode ser bom. Ou até pode ser, mas poderia ser muito melhor se você fosse claro desde o princípio.
Nunca entendi esse pavor que algumas pessoas têm de preferir ficar tendo aquele sexo meia boca por anos, do que corer o risco de machucar o outro. Acho muito mais digno o a pessoa receber as devidas instruções logo de cara do que descobrir, anos depois, que o outro ficava pensando nas pautas da reunião enquanto era chupado, tamanha qualidade do serviço prestado.
Mas e agora – fiquei minha vida toda fingindo que gostava das pegadas dele – como chegar, do dia pra noite, e dizer que não gosto mais? Situação delicada, claro, mas o segredo está em como falar. Não precisa ficar guiando o coitado como se ele fosse cego no meio de tiroteio. Mas tem algumas coisas que podem ser úteis nessa hora:
Elogie mais as coisas que você gosta que ele faça. Sempre que ele (mesmo que por alguns segundos) te pegar daquele jeito que você sente tesão, aumente os gemidos, diga que está gostoso. Depois do sexo, comente que adorou o jeito como ele te pegou.
Compre livros sobre sexo e empreste pra ele ler. Mande e-mail com indicações de sites sobre o assunto.
Tente manobras novas no sexo e pergunte depois se ele gostou.
Falar sobre sexo ficadica

15 julho 2011

Os 12 sinais de um possível fim

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 Às vezes temos dificuldade em enxergar que certas coisas precisam de uma reforma na nossa vida – o sexo é uma delas. Pra te ajudar a avaliar como anda a situação embaixo dos lençóis, organizei aqui uma lista de sinais que mostra que o sexo que você tem feito ultimamente já teve dias melhores.
Alguns sinais:
1. Se vocês se vêem o final de semana todo e só transam domingo na hora do Fantástico – só pra bater ponto.
2. Se dormir, jogar video game ou fazer a unha te empolga mais do que a ideia de fazer sexo.
3. Se vocês tem horário certo pra transar.
4. Se o sexo oral dura menos que 10 minutos.
5. Se o sexo todo dura menos que 10 minutos. (#oremos)
6. Se você sabe exatamente o que vai acontecer no sexo, inclusive a ordem das manobras.
7. Se as preliminares num total duram menos que 20 minutos.
8. Se vocês não conversam nada sobre sexo - o assunto morre na cama.
9. Se as “rapidinhas” passaram a ser a forma de sexo mais frequente.
10. Se o outro fala de cinco em cinco minutos: “Quero ver você gozar gostoso, vamos!”
11. Se ele dorme no meio do boquete. (SIM – acreditem! Isso acontece!)
12. Se você faz sexo pensando em que roupa vai usar na reunião de amanhã ou no óleo do carro que você esqueceu de trocar.

Podem até dizer que sexo não é tudo em um relacionamento, é não é mesmo. Mas ele é um bom indicador para mostrar como anda o seu relacionamento!!!
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