Não é... Sem mais comentários.
Bjos a todos e todas
(minha ausência se justifica pela correção do meu primeiro capítulo da dissertação, menos um eheheh quase lá)

Sou Frederico (pseudônimo), morador da bela Florianópolis. Historiador de formação, e por isso mesmo com uma visão mais crítica da sociedade. Aqui no Para Lady's, discutirei sobre os mais variados assuntos ligados ao mundo homoafetivo, sempre com uma boa dose de um humor mais ácido.
Lembro quando você falou: dentro do armário só tem bolor e naftalina, vem já pra fora meu bem, que só aqui é que tem calor e adrenalina.” ( Armário/ Zeca Baleiro)
“Se estas paredes falassem, se contassem cada vez que sonhei viver em outro lugar, onde Marte ama Marte, e Vênus pode passear de mãos dadas com Vênus, sem se preocupar." (Dance of days)
"Muitas vezes perdi-me pelo mar, como me perco nos corações de alguns meninos" (Garcia Lorca)
Sempre me senti meio menino”, e chegou uma época que eu tentei mudar, mas não consegui, eu tentava “ficar” com meninos, mas não dava certo, eu não me sentia feliz. Eu sou mulher e gosto de mulher. (Em uma outra conversa com uma amiga)
Dei sim, dei tudo só pra ele. Hoje, por grana, pra todos. Não roubo, não mato. Mesmo assim me pergunto se não faço algo de errado." (Francisco Alvim)Michês? Amantes anônimos? Transformistas? Prostitutos ou homossexuais a procura de sexo fácil em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul? Em Frederico Westphalen, região do Médio Alto Uruguai, todos já ouviram falar das “bichas do centro” diz um menino sentado em minha frente, falando e rindo para um gravador, mas que prefere ser chamado de Vitória quando sai nas noites frederiquenses pra conseguir sexo. Além dele, há outros, entre adolescentes e adultos, que costumam fazer o mesmo: travestidos de mulher, saem batendo salto alto atrás de uma companhia pra noite, ou somente pra transar, pra conseguir dinheiro, ou tudo ao mesmo tempo, pois segundo eles, é difícil para um gay conseguir sexo em uma cidade pequena e interiorana como Frederico Westphalen, e assim, recorrem a prostituição para suprir esse desejo.
Fazemos programa mais pra dar um ar de mulher, né. Não por “precisão. Mais por boa vontade” (Kelli, 22 anos)Não se dizem profissionais do sexo e não saem todos os finais de semana. Alguns fazem por dinheiro só quando precisam, quando julgam o cliente feio ou quando o mesmo tem a idade um pouco ultrapassada. Além disso, boa parte deles costumam trabalhar durante o dia em bares, lojas, restaurantes, como atendentes e garçons: o programa é pra conseguir prazer e sexo. Muitos começaram a prostituir-se ainda na menor idade, geralmente influenciados por outros que já faziam programa. Segundo Vitória, Lety foi o primeiro gay assumido e o primeiro transformista na cidade. Foi ele quem ensinou os outros gays a se prostituirem, no fim, todo mundo gostou, e criou-se o grupo.
Por dinheiro eu acabo sendo ativa né, fazer o quê! Eles querem tudo da gente.” (Vitória, 16 anos.)A mãe de Vitória sabe que ele se prostitui. Os colegas da escola sabem apenas que ele é gay. Mas pra mãe, ele já contou algumas vezes que conseguiu dinheiro dessa forma, embora ela não goste. O Pai de Gisele também sabe que ele faz programas, mas evitam conversar sobre isso. Já Kelli, o mais velho, seus pais sabem e não veem nenhum problema nisso. Kelli diz que fez fama: todos sabem que ele faz programa, inclusive alguns chefes dos locais onde trabalhou. Vai em lojas e compra roupas femininas, sapatos, maquiagem, bolsas e as vendedoras são suas amigas, sabem o que ele faz.
A vida me ensinou que se os homens não vem atrás da gente, a gente tem que ir atrás deles" (Gisele)