Sou Frederico (pseudônimo), morador da bela Florianópolis. Historiador de formação, e por isso mesmo com uma visão mais crítica da sociedade. Aqui no Para Lady's, discutirei sobre os mais variados assuntos ligados ao mundo homoafetivo, sempre com uma boa dose de um humor mais ácido.
Voor een verloren soldaat é um livro autobiográfico que se transformou em filme um tanto quanto polêmico e difícil de se achar online, isso por que a história é vista por muitos como uma história de um relacionamento pedófilo, mas para além disso esse filme tem a sua beleza, pois se recusa carregar para a história uma bagagem psicológica e social contemporânea negando-se a qualquer menção depreciativa da homoafetividade. A história do filme é lembrada através dos olhos do jovem Jeroen, um jovem introspectivo de 13 anos. O filme passa-se no final da segunda Guerra Mundial, sendo Jeroen enviado pela sua mão para uma fazenda no interior dirigida por homem austero e religioso. Com a chegada dos aliados ao país, Joroen desenvolve uma amizade íntima e intensa com o soldado canadense Walt. Surge então entre os dois uma relação afetuosa além do imaginado, servindo de palco para esse cenário para o desenrolar da descoberta da sua própria sexualidade e aprendizagem sobre o amor de uma forma inusitada.
Nessa nossa moral burguesa, o relacionamento entre duas pessoas com considerável diferença etária é visto como um desvio comportamental sexual ou social, e quando envolve um menor tende a ser vista como pecaminosa e criminosa, onde o fator amor é completamente expurgado como motivador dessa relação. Talvez esse filme, mostre o outro lado que esquecemos ser possível e que os tabus teimam em não aceitar. Poderemos ser levados a pensar até que ponto essa relação influenciou a vida do autor e se a ausência desse momento na sua infância poderia tê-lo levado a uma vida diferente, mas seja como for, é o próprio autor que nos mostra como esse episódio foi importante para a sua vida.
Somos todos hipócritas. Eu, você, a pessoa ao lado. Criamos uma realidade de acordo com o nosso mundo da imaginação, e convivemos com regras um tanto quanto sem sentido. A gente não vê. Como é difícil demais aceitar algumas verdades, escolhemos andar de venda. E tem vezes também que vemos tudo, mas fingimos que não vemos. Já nos acostumamos com a insanidade. Essa realidade foi retratada muito bem no filme, La Belle Vert, (filme completo no Youtube Aqui) que conta a história de moradores de outro planeta que têm uma organização social e moral muito elevada e que, de tempos em tempos, vão para planetas menos desenvolvidos para oferecer ajuda. Pra eles, a Terra era o caso mais crítico; humanos eram considerados um caso perdido, principalmente depois da crucificação de um dos enviados. Alguns moradores vêm para cá e começam a questionar a loucura de vários de nossos valores e costumes. E a gente se lembra – através da visão emprestada da protagonista do filme – o quão absurdas são algumas regras, costumes e crenças da nossa sociedade.
Se, como no filme, fôssemos extraterrestres, com certeza haveria mais coisas as quais contestaríamos sobre a nossa sociedade. Eis algumas delas:
- Eles ficam extremamente desconfortáveis para conversar sobre sexo, mas assistem à novela das oito com os filhos no sofá – aquela mesmo na qual não pode faltar traição, mentiras, cenas de pré-sexo?
- Eles criticam massivamente hábitos como fumar, mas se entopem de açúcar e conservantes e levam os filhos pra comer no Mc Donald’s nos fins de semana? Eles chamam quem fuma maconha de drogado mas levam vidas consumindo cerveja, vodka, whisky, fast food, rivotril?
- Eles criticam o poliamor e os relacionamentos abertos, mas traem sem peso na consciência?
- Eles vão à Igreja todo domingo, mas na segunda-feira fazem fofoca no trabalho e fingem que não vêem a criança sentada na calçada pedindo uma coisa pra comer? Eles falam em amor mas só pensam mesmo em dinheiro?
- Eles acham um absurdo falar de sexo e pouca vergonha dois homens se beijando no metrô, mas quando chega o Carnaval todos vestem suas máscaras de liberais e saem semi-pelados como se lidassem muito bem com sexualidade?
O
Dia dos namorados já passou e o Dia do sexo ( data esta em que uns comemoram, outros questionam e outros
choram) ainda está por vir, mesmo assim,
a coluna de hoje vai tratar de cenas de amor homoafetivo no cinema mundial. Perambulando
pelo meu Filmow, ao ver vários filmes com temática homossexual (ou não) e que
em meio a trama lançavam mão de algumas cenas quentes, tórridas, românticas e sensuais,
resolvi fazer da coluna de hoje uma lista com minhas cenas homoafetivas
favoritas, sem pretensão de criar um lista como aquelas de “as cinco melhores
cenas gays do cinema", pois não tenho tarimba pra isso e nem assisti a todos os
filmes do gênero já lançados ou que simplesmente tenham uma ou outra cena que
possa se enquadrar aqui. São oito cenas bem curtas, mas que variam entre o cinema espanhol, norte americano, francês, alemão e brasileiro. E são ótimas cenas!
A primeira cena trago mais pela importância do que pelo favoritismo. Ela data de 1927, está em preto e branco, é cinema mudo e nela está o primeiro beijo homossexual exibido na história do cinema. A cena é do filme Wings, no qual dois pilotos de combate (interpretados por Buddy Rogers e Richard Allen) se acariciam e se beijam timidamente. É uma cena que não esbanja tesão e sensualidade, mesmo assim, é um beijo em preto e branco que começaria a tirar a homossexualidade do gueto ainda nos anos 20. Quando vi este filme, lembrei de mim lá em 2006, com 14 anos de idade, assistindo ao Brokback Mountain e achando tudo tão inovador (risos), sem saber que Broakbeck Mountain, de certa forma, já estava em Wings. Este filme foi o primeiro longa do cinema mudo ao receber o Oscar de melhor filme. Eis a cena do beijo:
Se o primeiro beijo entre dois homens acorreu em 1927, o primeiro beijo entre duas mulheres foi acontecer em 1931, no filme Machen in Uniform, e foi entre uma professora e uma aluna de 14 anos de idade. Mas foi, também, um beijo super tímido! Foi o cinema que trouxe os primeiros “romances homossexuais" para as telas, antes mesmo da TV, já que nesta, o primeiro beijo entre gays foi acontecer apenas em 1960. Há também uma diferença um certa distância temporal entre o primeiro beijo e o primeiro beijo gay exibido no cinema, já que o primeiro data de 1896. Veja a cena de Machen in Uniform abaixo. (Vale lembrar que este filme foi refilmado em 1958).
A próxima cena, é sem
dúvida, umas das minhas preferidas, por três motivos: gosto do cinema francês, esta
cena tem ótima fotografia, trilha sonora e atuação, e claro, a androginia do
Louis Garrel. Poético e delicado, Les
chansons de amour (As canções de amor, 2007) musical francês de Cristophe Honoré,
substitui muitos dos diálogos por canções, o que me dá uma imensa vontade de
ter o Garrel cantando Ma memórie sale
ao pé do meu ouvido, como na cena a abaixo, na qual Samuel (Louis Garrel) finalmente deixa-se
levar pelo desejo de Erwann (Grégorie
Leprince).
Outra cena que não consigo apagar da minha memória cinematográfica é a do filme J’ai tué a me mère ( Eu matei minha mãe, 2009) com direção e atuação de Xavier Dolan. A cena em questão, é uma explosão de cores. Notavelmente inspirada na arte de Jackson Pollok, Hubert (Xavier Dolan) e Antonin ( Françóis Arnould) começam a pintar uma parede, e entre tintas e jornais, terminam em uma quente cena de amor.
Mais quente que a artística cena de amor entre Xavier Dolan e François Arnould, só mesmo a transa entre Ninna (Natalie Portman ) e Lilly ( Mila Kunis) em Cisne Negro (2010). Pra quem já viu o filme, uma cena tão quente quanto louca, e loucamente bem interpretada por ambas as atrizes. Não é a toa que Natalie levou o Oscar de melhor atriz pelo longa.
A
próxima cena, mais uma vez, não é uma cena de sexo, mas eu não tinha como deixar
de fora a atuação de Heatch Ledger e Jake Gyllenhaal neste beijo desesperador.
Não há como negar que O Segredo de Brokeback
Mountain, é sem duvida, um dos melhores filmes já feitos abordando relações
homossexuais, com roteiro, direção, fotografia e atuações incríveis. E O Heatch
Ledger?! Ah o Heatch Ledger...
Obvio que não podia faltar uma cena de algum filme de Almodóvar, o problema é que NÃO é fácil escolher uma cena homoafetiva em um filme do cineasta espanhol, já que todos são repletos de cenas do gênero. Abaixo eu exibo a sensual cena da piscina no polêmico Má Educação (2004).
Por fim, o Diabo rouba a cena, pois pra fechar a lista, não podia faltar uma cena homoafetiva do cinema brasileiro. Eis que surge, aí o biográfico Madame Satã (2002), gloriosamente atuado por Lázaro Ramos como protagonista ao interpretar João Francisco dos Santos Sant’ana, malandro, homossexual, transformista brasileiro. Madame Satã faz parte daquele seleto grupo de filmes brasileiros que merecem ser assistidos, lapidados, degustados. Eis a cena, que é sim, de tiraro fôlego, excelentes atuações.
Sinto que eu deixei muitos filmes e cenas de fora, só de Almodôvar teriam muitos outras, inúmeras cenas a cada filme. Faltou também, por exemplo, o dançante final de Beautiful Thing, a descoberta do beijo em Eu não quero voltar sozinho, as picantes cenas da Penélope Cruz e Charlize Theron em Três vidas e um destino, Sheron Stone e Jeanne Tripplehom em Instito Selvagem e tantas outras cenas. Quem sabe, em outro post, eu faça uma segunda lista.
Tout Contre Leo trata-se da história de um jovem de 20 anos chamado Leo, o mais velho de quatro irmãos que anuncia à sua família francesa, de origem rural, que é HIV positivo, colocando em prova os laços familiares. A sua família diante dessa notícia decide que Marcel de 12 anos o menor de todos os irmãos é novo demais para entender o significado dessa doença, por isso lhe é escondido a verdade. Porém, Marcel percebe que algo não está bem e aproveita uma viagem com Leo a Paris para força-lo a contar toda a verdade. Esse filme francês nos mostra uma realidade que infelizmente é cada vez mais frequente, de pessoas infectadas com o vírus da AIDS e a forma como estas famílias encontram meios para sobreviver a esta doença. Tout Contre Leo, apesar de ser um filme francês (e de eu não ter muita paixão por filmes franceses), é um comovente filme que vale a pena ser assistido.
Um ex ativista gay, dois empresários
de casas noturnas, duas travestis e uma mulher. Seis histórias com muitos pontos
em comum: a cena e o comportamento gay em Porto Alegre durante as décadas de
70, 80 e 90. A pegação, as casas noturnas, as amizades, o sexo, o preconceito,
a chegada da AIDS, um tempo que ainda não parou. Meu tempo não parou: amor em tempo de Aids é daqueles
documentários que você senta pra ver e acaba sendo conduzindo a uma narrativa
que oscila entre a ratificação de que não se deve envergonhar de suas
verdadeiras cores e ao mesmo tempo, como pessoas sem medo de viver o que eram,
foram marginalizadas e mortas pela desinformação, pelo preconceito e pelo HIV.
Hoje, 17 de maio, o Dia Internacional da Luta contra a
Homofobia é lembrado como o marco em que a Organização Mundial, em 1990,
retirou o termo “homossexualismo” da Classificação Internacional de Doenças
(CID), reconhecendo que “a homossexualidade é um estado mental tão saudável
quanto a heterossexualidade”. Meu tempo não parou se localiza justamente
pouco antes desse avanço, especificamente em Porto Alegre. Marcely Malta, Dilnei Messias, Dheyser Veiga, Veruska, Bento
Rocha, Edna Keitel e
Gerson Winkler são as personagens desta história. Por vezes, as entrevistas
intercaladas uma a outra podem tornar-se cansativas, no entanto, o enquadramento do filme (em grande maioria closes e primeiro plano), evidenciam um emocional, um íntimo dos
entrevistados que vão desde as locações que
se deram em lugares afetivos para os
personagens-sociais, como por exemplo, o Parque da Redenção, a casa noturna Flowers, o teatro, suas próprias casas, bem como as
palavras e as histórias do que cada um fez, viu e sentiu durante algumas décadas
coloridas e arrasadas.
Entre os entrevistados no documentário, surge
uma foto da época que ganha status de personagem. Nela há a visão mais fiel do vírus do HIV como uma praga gay: um homossexual vitimado pela
AIDS é carregado em uma maca por um grupo de médicos que portam máscaras, luvas, botas, capas e outras
formas de proteção. Pânico e desinformação geral. Como funcionavam as casas gays em Porto
Alegre? Como estas sobreviviam ao conservadorismo e ao período ditatorial? Como
sair na rua como travesti na época? Onde e como transar com seu parceir@? Como era
ver seus amigos de livre e espontânea vontade se sujeitando a métodos médicos
que prometiam a cura da homossexualidade? Como era ver amigos e familiares
morrendo devido a AIDS sem saber realmente, o que isso era, mas que mesmo assim,
dizia-se (revista Veja na Época) que era uma praga gay?
Tudo se embaraça como lembrança e reflexão em
um documentário que dura pouco mais de meia hora, mas que nos mostra, que
apesar de todos os problemas que gays, lésbicas, travestis, transformistas, transexuais
e todas as facetas da diversidade sexual humana ainda enfrentam, evoluímos muito.
É fato que ainda há muito por mudar, mas
evoluímos. O que parece ser realmente o mesmo daquela época para agora, é que vivenciar sua própria sexualidade marginalizada, é felicidade enobrecida.
Fica a sugestão pra quem se interessou: Meu
tempo não parou- Direção
Sílvio Barbizan e Jair Giacomini- (Nuances-2008)
Uma
foi a personificação da maldade nas telas do cinema, tinha um par de olhos
esbugalhados, dona de um olhar blasé e melancólico que se tornou música na voz
de Kim Carnes. Foi também uma mulher com um temperamento difícil ao
extremo. A outra, de uma beleza exuberante, foi a mocinha nas telas e segundo
as más línguas e rumores da imprensa da época, a personificação da maldade na
vida real. Ambas divas do cinema norte americano nas décadas de 50 e 60, se
odiavam de maneira recíproca e fizeram
um único filme juntas O que terá
acontecido com Baby Jane?
Bette Davis- (Foto divulgação)
Falo
de Bette Davis e Joan Crawford. Bette ficou conhecida por suas atuações
invejáveis interpretando personagens malvadas, em que o lado negativo destas,
chega a ser belo e vibrante ao ver o que foi essa mulher em cena. Vencedora do
Oscar de Melhor atriz pelos filmes Dangerous
e Jezebel e dona do maior número indicações
ao Oscar na época (cinco vezes consecutivamente), Davis também foi premiada
como melhor atriz no Festival de Cannes pelo seu filme All About Eva (Tudo sobre Eva, 1950) e que aqui no Brasil recebeu
uma das piores traduções: a Malvada. Bette é considerada a segunda maior lenda feminina
do cinema pelo American Film Institute, perdendo
apenas para Katherine Hepburn. Entre as
homenagens que já recebeu, está o filme Tudo sobre minha Mãe, 1999, de Almodóvar,
onde algumas das falas como as da personagem Huma Rojo (Mariza Paredes) fazem referência ao trabalho de Bette como
atriz:
Comecei a fumar por causa da Bette
Davis. Aos 18 anos fumava como uma chaminé. (Huma Rojo, em tudo sobre Minha
mãe.)
Sempre dependi da bondade de estranhos.
( Huma Rojo repetindo a frase de Bette como Margot, em Tudo sobre Eva.)
No
inicio de Tudo sobre minha mãe de Almodóvar
(a semelhança dos títulos não é mera coincidência) a personagem principal
discute com o filho sobre a tradução mal feita do título do filme em que Bette Davis
atua (Tudo sobre Eva para a Malvada) o
que contribuiu para aumentar a imagem de Bette como uma mulher malvada e
insuportável, justamente em um filme que ela era a vitima. Tudo sobre Eva ou a Malvada é um dos filmes mais premiados do cinema hollywoodiano, com um roteiro, diálogos, cenas e personagens inteligentes,
nada do ostracismo que as vezes vemos nos atuais filmes norte-americanos.
Para
sentir um pouco do gênio, temperamento e humor de Bette Davis, aí vão algumas
de suas frases mais famosas, proferidas tanto por suas personagens como por ela
mesma. Primeiro a frase original, depois a tradução.
“Yes, I killed him,
and I’m glad, I tell you. Glad, glad, glad”.
“Sim, eu matei ele, e estou contente. Digo-lhe, contente,
contente, contente ( No filme a Carta)
“Sobre Joan: “She has
slept with every male star at MGM except Lassie.”
Ela já dormiu com todos os astros da MGM, exceto Lassie.
“Why am I so good at
playing bitches? I think it’s because I’m not a bitch. Maybe that’s why Miss
Crawford always play ladies.
”Porque sou tão boa interpretando vilãs? Deve ser porque
não sou uma vilã. Talvez por isso a Sra Crawoford sempre interpreta
mocinhas. “
"Gary was a
macho man, but none of my husbands was macho enough to become mr. Bette Davis."
"Gary era um macho man, mas nenhum de meus maridos
foi macho suficiente para se tornar o Sra Bette Davis."
"Never say bad
things about someone who is dead. Only good things. Joan Crawford is dead.
Great!" "Just because someone is dead who became a better
person!"
"Nunca se deve falar coisas ruins sobre alguém que
está morto. Apenas coisas boas. Joan Crawford está morta. Ótimo!" "Não
é porque alguém está morto que se tornou uma pessoa melhor!" (quando sua
Joan morreu em 1977)
Joan Crawford and I
have never been warm friends. We have never been nice. I admire her and at the
same time, I'm uncomfortable with it. To me, she is the personification of a
movie star. I always had the impression that Crawford was his best performance
playing Crawford. "
"Joan Crawford e eu nunca fomos amigas calorosas.
Nunca fomos simpáticas. Eu a admiro e, ao mesmo tempo, sinto-me desconfortável
com ela. Para mim, ela é a personificação de uma estrela de cinema. Eu sempre
tive a impressão de que sua melhor performance era Crawford interpretando
Crawford.
"I would not
piss on it or if it was on fire." "Eu
não mijaria nela nem se ela estivesse em chamas."
"Fasten
your seatbelts, it's going to be a bumpy night!”
Apertem os cintos, hoje a noite será turbulenta ( Como
Margot, em Tudo sobre Eva)
Joan Crawford (Foto Divulgação)
Mas
Joan Crawford também não era fácil. Indicada três vezes ao Oscar de melhor
atriz, em 1945 por Almas em Suplício,
em 1947 por Fogueira de Paixões e em
1952 por Precipícios D'Alma. Venceu
em 1945 e participou de outros filmes de sucesso como Johnny Guitar e O Que Terá
Acontecido a Baby Jane? Ao contrário de Bette, Joan interpretava
personagens boas, mocinhas e vitimas, quando na realidade boatos sobre a permissividade
com seus filhos eram assustadores. A atriz que hoje ocupa
a décima posição das maiores lendas femininas do cinema, segundo a própria filha, violentava seus quatro filhos adotivos. No seu testamento, escrito
pouco tempo antes de sua morte, Crawford deserdou os seus dois filhos mais
velhos, Christina e Christopher, legando uma parcela mínima da sua fortuna aos
outros dois. Após sua morte, sua filha mais velha Christina Crawford, publicou
o livro Mommie Dearest (Mamãezinha
Querida), um livro autobiográfico best-seller no qual descreve Joan como
péssima e abusiva mãe. Segundo Christina, a mãe era alcólatra e não tinha
nenhum afeto pelos filhos, que teria adotado apenas para fins publicitários. O
livro, bastante polêmico, foi levado às telas com Faye Dunaway no papel de
Crawford.
Bette e Joan-O que terá acontecido com Baby Jane? (foto divulgação)
A
rivalidade entre Bette e Joan não era marketing como acontecia com as cantoras
na era de ouro do rádio brasileiro. Odiavam-se de forma recíproca. Ambas
entraram para o cinema na mesma época. Antes deste, Davis era atriz de teatro e
Joan, linda e exuberante, era dançarina de strip-tease. Durante as gravações de
O que terá acontecido com Baby Jane? (Unico
filme em que trabalharam juntas) Bette fazia questão de ter consigo no estúdio,
uma garrafa da Coca-cola, justamente para afrontar Joan que era viúva do maior
acionista da Pepsi. Em cena, era um
duelo de atuação. Bette é impecável atuado com uma mulher velha, resignada e neurótica que tortura diariamente sua irmã cadeirante que é uma ex atriz de grande sucesso, interpretada por Joan. Durante o filme, perguntas ficam ao ar do
inicio ao fim: quem realmente é a irmã perversa? De quem é a culpa da personagem de Joan ser
paraplégica? O que aconteceu com Baby Jane? O filme, que é todo em preto e
branco, contribui para o suspense e para o terror de algumas de cenas. Acima de
tudo, os diálogos, a produção, o enredo atuação de Bette e Joan são é impecáveis.
Ódio na frente e atrás das câmeras.
The Dreamers é um filme de uma relação entre três jovens envolvidos por uma nostálgica trama, que recupera uma época que, sem qualquer dúvida, diz muito do seu realizador. Bertolucci o diretor do filme viveu muito de perto a realidade retratada no filme, e é bastante notória a paixão com que filma cada plano desta obra, onde nos mostra não só o seu amor pelo cinema como também aproveita para recuperar o idealismo político vivido na época. Talvez não seja de todo despropositado dizer que o filme vive no passado, mas vamos por partes. Primeiro, e acima de qualquer outra coisa, está o cinema, e tudo aquilo que ele arrasta consigo, especialmente para este grupo de jovens. Como se nada mais importante existisse para além do cinema. Para esses jovens o cinema é uma experiência visceral, e assume uma posição vital, como se a vida existisse para o imitar, para o reproduzir, e não ao contrário. Daí que por vezes possa tornar-se bastante desconfortável assistir o filme, por que Bertolucci leva esta ideia até às últimas consequências, ou seja, do cinema não vêm apenas o maravilhamento e a magia, mas vêm também os desejos e as frustrações sexuais tornando-o necessário num assunto de vida ou morte, e estes jovens leva-o até as últimas consequências,
Resolvi que minha primeira coluna aqui no Para Lady's iria abusar de uma vertente cinematográfica que já é bem explorada nestas páginas: cinema de cunho homossexual. E para este post cinematográfico extrapolar barreiras de épocas e culturas diferentes, trago dois filmes que surpreendem pela maneira como tratam a descoberta sexual, a qual, pelo viés de uma linda naturalidade, rompem com padrões heteronormativos. Um é o longa Você não está sozinho, charmoso e singelo filme dinamarquês de 1978, que ao narrar o envolvimento amoroso entre dois meninos bate de frente com alguns tabus da época. O outro, é o doce curta metragem tupiniquim Eu não quero voltar sozinho, lançado em 2010 e produzido por Daniel Ribeiro, mesmo diretor do curta Café com leite.
Não são apenas os títulos de ambos os filmes que são semelhantes: no fundo, nenhum dos personagens principais querem ficar só. Em Você não está sozinho, ao explorar a descoberta sexual de forma lírica e honesta, o filme ambienta-se em um tempo e espaço mais diverso: as aventuras e desventuras do grupo de meninos que estudam em um colégio interno e que anseiam por experimentar tudo, de sexo à maconha, álcool e pornografia. Em meio a isso, Kim é um garoto de 12 anos de idade cujo pai é diretor da escola interna. Lá, ele conhece Bo, três anos mais velho, o qual seduz Kim e os dois iniciam uma espécie de “namorinho”. O filme que também faz referências ao movimento hippie e ao charmoso visual fim dos anos 70 com seus rapazes andróginos, sofreu séria censura na época, tendo sua exibição vetada em muitos países, inclusive no Brasil.
Já o premiadíssimo curta metragem brasileiro Eu não quero voltar sozinho trouxe a mesma temática em 2010 (bons anos de atraso). Mas apesar da semelhança de enredo, o curta de Daniel Ribeiro trás um ponto crucial no discurso da descoberta da sexualidade e principalmente de naturalização da homossexualidade: Léo é um estudante com deficiência visual que leva uma vida corriqueira na escola, até momento da chegada de Gabriel, novo aluno. Léo encontra-se ingenuamente apaixonado pelo novo colega, e aí, uma história doce e apaixonante se desenrola, deixando margem para um ótima pergunta: se Léo e é deficiente visual, como pode ele saber que sente atração por um menino que nunca viu, quando se tem instaurado culturamente um discurso de que ele deve sentir-se atraído por meninas? Por que simplesmente se sente e se é gay. Simples assim. O time de atores é excelente, a trilha sonora é só poesia e a história é delicadamente linda. Fica a sugestão pra quem ainda não viu, lembrando que o Eu não quero voltar sozinho está inteiramente disponível no youtube.
James Bidgood diretor do filme, não poupou detalhes do imaginário erótico de um adolescente incontido no terreno da fantasia e imprimiu em sua obra, em momentos críticos, uma linguagem poética, vibrante e de incrível beleza. Original de 1960, rapidamente tornou-se um marco do cinema gay na década de 70. Músicas e cores vibrantes, nus masculinos delirantes, as veias do personagem de Bobby Kendall pulsam alucinadamente durante sua viagem erótica em corpos de homens dominadores, másculos, gladiadores, árabes e cowboys. Obcecado pela juventude eterna, o personagem de Narcissus explora todos os arquétipos do jovem gay e seus mais viscerais desejos. Passando do extravagante pelo épico ao underground, a mistura de estilos serve para ilustrar com bastante precisão o encantamento pelo nu masculino e sua carga de homo erotismo que imperam no universo homossexual.
Na minha juventude muito recente, eu não lia apenas Harry Potter ou Senhor dos Anéis. Um autor que eu adoro é o Érico Veríssimo, em especial a sua trilogia o Tempo e o Vento, dividido em O Continente (que são 2 volumes), O Retrato (dividido em mais 2 volumes) e O Arquipélago (mais 3 volumes). Nessa grandiosa obra Veríssimo representa a bela história do estado gaúcho desde 1680 formação do estado gaúcho até 1945 no fim do estado novo. Essa é uma obra fantástica com uma amarração muito forte, pois a cada livro que você vai lendo e vendo as mais diversas histórias do Rio Grande do Sul, você sempre se remete a algum personagem anterior, pois tal obra narra a trajetória de quase 300 anos das famílias Terra, Cambará, Amaral e Caré.
Mas o que eu quero falar aqui não é propriamente a história dos livros, mas que essa obra vai virar filme. Fiquei feliz por que será legal ver nas telas um livro que gosto tanto (claro que já teve uma novela e uma minissérie inspirada nesses livros, mas não eram da minha época), no entanto fiquei um pouco preocupado, já que acredito que um único filme seja muito pouco para representar a grandiosidade dessa obra. Mas é esperar para ver, e se o filme não for bom pelo menos o capitão Rodrigo (que era minha fantasia sexual platônica por toda a sua masculinidade, virilidade e voracidade sexual) será representado por Thiago Lacerda que é super gostosinho.
Dois garotos e uma jovem, estudantes de um mesmo colégio, cada um de uma classe social diferente, exploram um relacionamento diferente à medida que atingem a vida adulta. À flor da pele é um filme francês que narra um triângulo amoroso sem regras e nem tabus, sendo que os sentimentos dos envolvidos estão a flor da pele, por isso o nome do filme. Aproveitar a vida é tudo que esses três jovens desejam. Sem dúvida trata-se de um filme ousado e em alguma medida perturbador, mesmo assim é um excelente filme. Avaliação do Blog: Um filme muito bom, apesar do final vago, mas nada que apague o que já foi construído. Uma boa sacada do filme para retratar os hormônios tão aflorados quando somos jovens, são os judocas sarados, que estão sempre aparecendo em lutas bem "pegativas", ou no clima intimista do vestiário, além de claro os belos protagonistas! Um trio de atores muito bem escolhidos. Na época do seu lançamento em 2005, o filme ganhou status de polêmico. Não concordo. O que existe é o nú frontal e a relação aberta entre os jovens. Nada demasiado. Ele é totalmente coerente ao apresentar essas polêmicas, pois relacionou muito bem à descoberta do sexo com as novas experiências (Ménage à trois). Com certeza Douches Froides é um filme para ser visto!!
Esse filme espanhol apresenta o dia-a-dia de um travesti cuja maior ambição é realizar uma operação que lhe permita mudar de sexo. Com um olhar irreverente e desregrado sobre o submundo habitado por aqueles que estão a margem da sociedade, onde subsistir está longe de ser uma garantia e os sonhos de prosperidade dificilmente se tornam realidade. Embora ofereça um retrato seco e realista do meio em que se centra, é frequentemente contaminado por delirantes e imprevisíveis momentos cômicos. Focando a obstinação de Marieta em se livrar dos seus 20centímetros que a impedem de se tornar a mulher que sonha ser. Esse filme recupera alguns traços do cinema de Pedro Almodóvar, recorrendo a uma saudável combinação de melodrama e humor negro centrando-se nas experiências dos rejeitados e desprezados pela sociedade. Esse filme é muito interessante e arrisco em dizer único, afinal não conheço outro filme com uma prostituta travesti narcoléptica rodeada por uma série de personagens secundários não menos peculiares. O que eu mais gostei foi a pergunta que o filme traz: Qual é o tamanho da sua felicidade ehehehe
Irreverente e comovente, esse filme explora o valor da amizade, das relações , do auto-conhecimento, do sexo e da essência da vida. Esse filme foi um grande sucesso, tornando-se ícone do cinema mexicano. E a sua mãe também, trata-se de uma obra que consegue perpassar os dilemas e conflitos individuais, assim como as contradições sociais de um país inserido na globalização, mas ao mesmo tempo, repleto de regiões que ficam apartadas desse processo. Julio e Tenoch são dois amigos de 17 anos que embarcam com uma mulher mais velha numa viagem pelo México, em busca de férias paradisíacas. Com o decorrer da viagem ps confrontos são inevitáveis, pois ambos sentem-se apaixonados pela mesma mulher. Mas o que nenhum deles imagina são as experiências que vão aprender com esta nova etapa das suas vidas, assim como as descobertas sobre eles próprios. O papel do narrador é uma das mais brilhantes características do filme. A narração é feita em terceira pessoa, de forma sóbria e comedida, dá a visão individual e o contexto social. Portanto, esse filme é imperdível, vale a pena conferir!!
O filme chuecatown foi o filme escolhido para abrir o 12° Queer Lisboa, e trata-se da história de Victor, que trabalha em uma agência imobiliária no conhecido bairro madrileno Chueca. Victor esconde um terrível segredo: consegue disponibilizar apartamentos para venda matando as proprietárias idosas, e depois remodela e decora os apartamentos para casais gays com grande poder de compra. O seu objetivo final é transformar a Chueca numa espécia de Soho londrina. A vítima mais recente de Victor surge no apartamento ao lado do de um casal gay, Ray e Léo. Ray herdou o apartamento da vítima e oferece-o de presente a Antônia, sua mãe. Antônia está sempre intrometendo-se na sua relação com Léo, que despreza. A Porém a inspetora Mila, uma mulher excêntrica com muitas fobias, e o seu filho Luís estão investigando o assassinato, enquanto Victor seduz Léo de forma a ganhar acesso ao apartamento para poder matar Antônia.
OBS: Bom caros leitores eu sempre disponibilizo o link para download ou um link para assistir on-line, porém o Megauplod e o Megavideo estão fora do ar, não sei bem por que mas tem apenas um recado do FBI proibindo o acesso a página, acho que tem alguma coisa a ver com a lei anti pirataria dos EUA. Mas para quem conseguir baixar esse filme vale a pena :)
O que eu posso dizer sobre o filme sem contar quase nada de
relevante é que ele estrela Antonio Banderas (junto com Almodóvar,
depois de 21 anos) no papel do cirurgião plástico aposentado Robert
Ledgard. Ledgard abandonou a profissão e montou um laboratório em casa
para desenvolver uma pele resistente às mais diversas ameaças. Em sua
casa, moram sua empregada Marilia (Marisa Paredes) e uma misteriosa
mulher que ele usa como cobaia, chamada Vera (Elena Anaya).
Durante algo como 40 minutos no início do filme, Almodóvar
comanda esse filme como se fosse um labirinto em que o todo é escondido
por trás de pistas colocadas aqui e ali mas nunca verdadeiramente
revelado. Em determinado momento, fazendo uso de um bem construído e
longo flashback, as peças começam a se encaixar nesse
quebra-cabeças cinematográfico. Por isso é que eu acho que essa confusão
inicial precisa ser preservada para que o espectador a sinta ao menos
uma vez, ainda que esse filme mereça ser visto novamente.
A Pele que Habito reúne elementos de filmes de horror, de comédia
de humor negro e dramas macabros. Esqueçam os romances flamejantes e
cores fortes que, de certa forma, tornaram-se marcas registradas do
estilo Almodóvar de filmar. Imaginem, somente, uma espécie de pout pourri das cenas mais bizarras e doentias dos filmes anteriores do diretor
costuradas em um filme que vai ganhando coerência bem aos poucos. Tenho
certeza que alguns vão se incomodar com o tom "engraçado" que Almodóvar
empresta a algumas cenas, especialmente quando a natureza do filme é
revelada. Mas, nesse aspecto, o diretor manteve-se fiel ao que sempre
fez e parte para realmente nos deixar inquietos com a maneira
aparentemente (é só aparência mesmo) que trata determinados assuntos.Mas A Pele que Habito é, obviamente, mais do que a soma de
suas partes e acaba se revelando, talvez, como a melhor obra de Pedro
Almodóvar, certamente um dos grandes filmes de 2011.
Para quem gosta de história esse é um excelente filme. A história oficial retrata a reabertura política argentina após os sete anos de regime militar, apontando como uma mentira pode se tornar uma história oficial, na trama encontramos diversos elementos como o trauma dos torturados, os sequestros de crianças, as manifestações das madres e das abuelas de la plaza de mayo, do esquecimento do passado recente, entre tantos outros elementos presentes nos anos pós ditadura militar. Esse filme foi ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1985, ganhador do Globo de Ouro e diversos prêmios no festival de Canes.
Sucesso internacional de público e crítica, esse forte e polêmico documentário apresenta a realidade por trás das indústrias de alimentos, que dificultam ao máximo que os consumidores saibam a verdadeira origem do que estão comprando e ingerindo. A verdade que a indústria pretende esconder a todo custo é baseada em um cenário perverso. Esse documentário representa o cenário norte americano, mostrando que a sua indústria agrícola é subsidiada para comercializar milho a baixo do custo de produção - os agricultores do México e dos países pobres do mundo morrem de fome porque não conseguem competir. Os agricultores americanos endividados até às orelhas deixaram de ter poder de escolha, criando uma relação de dependência com as grandes companhias como Monsanto, Tysen, Cargil entre outras gigantes químico/alimentares. Os trabalhadores são explorados e usados de formas inadmissíveis, isso em um país dito "civilizado" e livre.
Muito embora a realidade seja americana ela se aplica perfeitamente no Brasil, pois essas mesmas companhias agem no Brasil. Além disto muitas empresas brasileiras utilizam dos mesmos mecanismos para estabelecer uma relação de dependência dos produtores agrícolas. Esse documentário foi indicado ao Oscar em 2010 na categoria melhor documentário, é um excelente filme que nas palavras do próprio diretor vai fazer você mudar a sua forma de comer, pois se você ainda acredita nas imagens das belas fazendas estampadas nas embalagens da comida que você compra nos supermercados, assista esse filme.
Música, boa comida e dois dedos de non sense sempre podem fazer a vida muito mais divertida. E é essa mistura que o espectador poderá encontrar em Soul Kitchen (2009), filme do diretor turco-germânico Fatih Akin. Uma coisa é fato: foi a primeira vez que ri de um filme alemão. O protagonista é o grego Zinos, imigrante que tem um restaurante de qualidade duvidosa – para dizer o mínimo – em um bairro do subúrbio em Hamburgo, na Alemanha. O estabelecimento, Soul Kitchen, foi assim batizado por conta da trilha sonora que embala o lugar. Zinos leva a vida numa boa, mas quando sua namorada decide ir morar na China, a vida dele vai pro brejo de vez. O irmão, que é presidiário, pede para trabalhar de fachada no restaurante para conseguir benefícios na condicional. Zinos contrata um novo e excêntrico cozinheiro que passa a preparar pratos sofisticados e “fazer comida com alma” no Soul Kitchen, mas que consegue ser um fracasso retumbante e esvazia as mesas do lugar. O grego também arruma uma baita dor nas costas que o impede de andar direito, e como se não bastasse, entra em cena um ex-colega de escola, hoje um corretor de imóveis mafioso, que se interessa em comprar a propriedade para demolir o local. Mas Zinos não quer se desfazer do lugar, que apesar de tudo, é a única coisa que ele tem. De repente, o que menos se espera acontece: o Soul Kitchen se torna um sucesso, referência de gastronomia e espaço para se dançar boa música. E é justamente quando tudo parece estar ótimo que vai começar uma grande confusão!!!!
Eu recomendo esse filme, por que é mais um belo filme alemão. No início parece mais um drama, mas com o desenrolar da história é que vamos vendo o quanto cômico que ele é, mas o diferencial é que não é uma comicidade boba, mas sim uma comicidade inteligente.
As vezes as maiores decisões da vida são feitas ao dezesseis anos. Mustafa Moradi está querendo encontrar uma namorada. O problema é que as meninas sempre o vêem como um grande amigo, e nunca como um possível par romântico. Até que Mustafá tem uma grande idéia: fingir ser italiano. Mustafá é Mustafá em sua casa, e Mássimo quando está na rua. Ciao Bella é um filme que aborda sem tabus e preconceitos a iniciação sexual na adolescência.
Eu assiste esse filme no final semana, e recomendo ele, pois é um belo filme sueco, com uma linda fotografia. Além de abordar de forma super romântica os conflitos e os romances da adolescência, e também a descoberta da sexualidade, tanto heterossexual quanto homossexual.
O filme cobrirá um trecho da vida do poeta Allen Ginsberg, quando um processo foi movido contra ele, acusado de pornografia por uma de suas obras na década de 50.Uma história real de um poeta que teve que enfrentar a justiça para lançar o seu livro que era considerado obsceno, mas que na verdade só contava a sua vida.Em contra partida o filme conta a história do poeta, suas inspirações e seus escritos."Howl" é uma das obras que definiram a geração beat, ao lado do romance On the Road, deJack Kerouac. Escrito em 1955, contém referências a práticas sexuais que motivaram, dois anos depois, um processo por obscenidade contra Lawrence Ferlinghetti, dono da City Lights Bookstore, editora que publicava nos EUA a coletânea que continha o poema.Os documentaristas Rob Epstein e Jeffrey Friedman escrevem essa versão ficcionalizada da história e também são produtores e diretores do filme. Estreantes como diretores em ficção, os dois foram procurados pela Allen Ginsberg Trust para realizar o filme, que comemora (ainda que um pouco atrasado) o 50º aniversário de "Howl".