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29 janeiro 2013

Irmã Zuleide: Oremos

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Não sei se é verdade, mas ta rolando no facetruque que o autor da personagem irmã Zuleide foi preso por que a pessoa que ele usou para representar ela fez uma denúncia por uso da imagem. Eu fiquei super triste, primeiro por que se a pessoa que fazia a irmã Zuleide foi preso, quem vai fazer agora? E depois não entendo a ilustração da irmã Zuleide ficar assim revoltada, ela ficou super pop. Se eu encontro a ilustração da irma Zuleide na rua super ia pedir um autografo, uma foto, chamar para dar uma volta no shopping. Milhares de pessoas são fãs da irma Zuleide, a ilustração dela só tinha a ganhar. 



26 julho 2012

Prazer, transformista

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Dieison Marconi

Dei sim, dei tudo só pra ele. Hoje, por grana, pra todos. Não roubo, não mato. Mesmo assim me pergunto se não faço algo de errado." (Francisco Alvim)  
Michês?  Amantes anônimos?  Transformistas? Prostitutos ou homossexuais a procura de sexo fácil em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul?  Em Frederico Westphalen, região do Médio Alto Uruguai, todos já ouviram falar das “bichas do centro” diz um menino sentado em minha frente, falando e rindo  para  um gravador,  mas que prefere ser chamado de Vitória quando sai nas  noites frederiquenses pra conseguir sexo.  Além dele, há outros, entre adolescentes e adultos, que costumam  fazer o mesmo:  travestidos de mulher, saem batendo salto alto atrás de uma companhia  pra noite, ou somente pra transar, pra conseguir dinheiro, ou  tudo ao mesmo tempo, pois segundo eles, é difícil para um gay  conseguir sexo em uma cidade pequena e interiorana como Frederico Westphalen, e assim,  recorrem  a prostituição para suprir esse desejo.
Saem em  dupla, em grupo ou raramente sozinhos, principalmente nas sextas, sábados e quando há alguma festa que provoque um grande movimento na cidade.  Saem sempre por volta das 12:00  da  noite, primeiro no centro, na Rua do Comércio. Após isso, vão para as esquinas ou para os locais onde há mais movimento devido as festas,  sempre procurando ficar mais visível  aos clientes, pra que estes possam chegar até eles sem serem notados por outras pessoas. O preço do programa varia: da mesma forma como podem conseguir 120 reais em uma noite com um único cliente, podem fazer de graça: basta o cliente ser bonito.

Fazemos programa mais pra dar um ar de mulher, né. Não por “precisão. Mais por boa vontade” (Kelli, 22 anos) 
Não se dizem profissionais do sexo e não saem todos os finais de semana.  Alguns fazem por dinheiro só quando precisam, quando julgam o cliente  feio ou  quando o mesmo tem a idade um pouco ultrapassada. Além disso, boa parte deles costumam trabalhar durante o dia em bares, lojas, restaurantes, como atendentes e garçons: o programa é pra conseguir prazer e sexo.  Muitos começaram a prostituir-se ainda na menor idade, geralmente influenciados por outros que já faziam programa.  Segundo Vitória, Lety foi o primeiro gay assumido e o primeiro transformista na cidade. Foi ele quem ensinou os outros gays a se prostituirem, no fim, todo mundo gostou,  e  criou-se o grupo.
Foi Lety também que batizou seus pupilos com nomes femininos: Vitória, Kelly Gisele, Samanta, Tina, Tainá.   Durante a noite, enquanto  estão tentando programa, atendem  apenas por estes nomes. Dizem não fazer programa com outros gays e nas relações sexuais são sempre passivos, a não ser que e o programa seja por dinheiro. Além do nome, travestir-se de mulher é importante pra  conseguir o programa de cada noite, pois os  clientes preferem assim: eles caem em uma fantasia tanto por parte dos clientes, que dizem ser “heterossexuais”, mas que gostam de transar com homens,  principalmente se estes estiverem vestidos de mulher, assim como por parte de  Kelli, por exemplo, que se  diz mulher usando roupas femininas, mas que não mudaria de sexo.  Já Gisele, um dos meninos mais novos do grupo, não queria nem  ter nascido homem. 

Por dinheiro eu acabo sendo ativa né, fazer o quê! Eles querem tudo da gente.” (Vitória, 16 anos.)
  A mãe de Vitória  sabe que ele se prostitui.  Os colegas da escola sabem apenas que ele é gay. Mas pra mãe, ele já contou algumas vezes que conseguiu dinheiro dessa forma, embora ela não goste.  O Pai de Gisele também sabe que ele faz programas, mas evitam conversar sobre isso.  Já Kelli, o mais velho, seus pais sabem e não veem nenhum problema nisso. Kelli diz que fez fama: todos sabem que ele faz programa, inclusive alguns chefes dos locais onde trabalhou.  Vai em lojas e compra roupas femininas, sapatos, maquiagem, bolsas e as vendedoras são suas amigas, sabem o que ele faz.   
Já Eduard não se prostitui como seus colegas, pelo contrário: apesar de não recriminar quem o faça, como opção individual abomina a prostituição. Veste-se de mulher apenas pra conquistar os homens e conseguir sexo, mas sem prostituir-se: “Eu detesto essa condição. Essa é uma condição que faço pra poder atrair os homens heterossexuais, o perfil de homem pelo qual eu sinto uma atração fatal.”  O perfil destes homens varia: de jovens a adultos, de solteiros a casados.

Assim, num jogo de sedução e prostituição feito pelas ruas de uma cidade interiorana, conservadora e católica, Gisele, Eduard, Kelli, Vitória são homens e meninos que se metamorfoseiam a partir da meia noite, “transforma-se” em mulheres por motivos diferentes e estão mergulhados em uma confusão ideológica do que é ou não ser gay, de desejos de se transformar em mulher, mas não abrir mão de ser homem, ou de ser homem, mas querer ser uma mulher, ou ainda: de travestir-se de mulher e ao mesmo tempo detestar isso.   

A vida me ensinou que se os homens não vem atrás da gente, a gente tem que ir atrás deles"  (Gisele) 

*Um dos textos (texto de apresentação) que fiz para uma reportagem multimídia sobre prostituição masculina com suas particularidades do interior.

13 maio 2012

Marcha das Vadias em Floripa

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 No dia 26 de maio vai acontecer a marcha das vadias aqui em Florianópolis, um movimento mundial que busca o fim das desigualdades sexuais e o direito da mulher ter autonomia sobre o seu corpo sem ser julgada pela nossa sociedade hipócrita e altamente machista. E o Para Lady's solidário aos movimentos feministas, estará presente nessa manifestação. Aproveito também para convidar os leitores daqui de Floripa para participarem, e também os leitores de outros estados participarem em suas respectivas cidades, já que essa marcha vai acontecer em diversas cidades brasileiras no mesmo dia (para saber mais clica Aqui). Segue abaixo o texto de divulgação da marcha.
Quando alguém sofre uma agressão de qualquer tipo, quem é o responsável? A resposta parece óbvia, o agressor! Nem sempre é assim que as coisas funcionam no caso de violência contra a mulher. Embora seja garantido a ela o direito de denúncia e proteção, na prática o que costuma acontecer é que a vítima é julgada como sendo responsável de alguma maneira pela violência. Violência não é só violência física, é também psicológica, simbólica e patrimonial. Quando uma mulher é obrigada a escutar comentários de péssimo gosto, que tem relação com seu corpo e a forma como ela está vestida, isso também é violência. 
Quando se trata de abuso sexual, é comum ouvirmos que “a mulher facilitou”, andou em lugares perigosos, vestiu-se de maneira inapropriada, ou até mesmo “não se deu ao respeito”. Esse tipo de atitude acaba por impedir a mulher de procurar ajuda, afinal, ela mesma pode se sentir culpada uma vez que vive numa sociedade que mantém pensamentos como esse. Lugar de mulher é em qualquer lugar, em qualquer horário e com a roupa que ela quiser! A marcha das vadias é um movimento de abrangência mundial que visa eliminar, ou ao menos questionar essa lógica machista e bastante perigosa. Ora, se um homem é vítima de agressão, ninguém o responsabiliza de forma alguma e nem deveria. O que nosso movimento quer defender é que uma mulher também deve poder ser livre para se vestir e se comportar como bem entender, tendo total autonomia sobre o seu corpo e que nada nem ninguém pode nele intervir sem sua autorização. Por fim, trata-se de uma marcha pela liberdade e igualdade de gêneros, de um movimento feminista. E feminismo é a ideia radical de que mulher também é gente!
 Marcha das Vagabundas Florianópolis - Dia 26 de maio de 2012
Concentração às 10h na Catedral Metropolitana (centro)
Contato e informações: marchadasvagabundasfloripa@gmail.com

10 maio 2012

Turbulência no cinema: Bette Davis X Joan Crawford

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Dieison Marconi

Uma foi a personificação da maldade nas telas do cinema, tinha um par de olhos esbugalhados, dona de um olhar blasé e melancólico que se tornou música na voz de Kim Carnes. Foi também uma mulher com um temperamento difícil ao extremo. A outra, de uma beleza exuberante, foi a mocinha nas telas e segundo as más línguas e rumores da imprensa da época, a personificação da maldade na vida real. Ambas divas do cinema norte americano nas décadas de 50 e 60, se odiavam de maneira recíproca e  fizeram um único filme juntas O que terá acontecido com Baby Jane?

Bette Davis- (Foto divulgação)
Falo de Bette Davis e Joan Crawford. Bette ficou conhecida por suas atuações invejáveis interpretando personagens malvadas, em que o lado negativo destas, chega a ser belo e vibrante ao ver o que foi essa mulher em cena. Vencedora do Oscar de Melhor atriz pelos filmes Dangerous e Jezebel e dona do maior número indicações ao Oscar na época (cinco vezes consecutivamente), Davis também foi premiada como melhor atriz no Festival de Cannes pelo seu filme All About Eva (Tudo sobre Eva, 1950) e que aqui no Brasil recebeu uma das piores traduções: a Malvada. Bette é considerada a segunda maior lenda feminina do cinema pelo American Film Institute, perdendo apenas para Katherine Hepburn.  Entre as homenagens que já recebeu, está  o filme Tudo sobre minha Mãe, 1999, de Almodóvar, onde algumas das falas como as da personagem Huma Rojo (Mariza Paredes)  fazem referência ao trabalho de Bette como atriz:
Comecei a fumar por causa da Bette Davis. Aos 18 anos fumava como uma chaminé. (Huma Rojo, em tudo sobre Minha mãe.) 
Sempre dependi da bondade de estranhos. ( Huma Rojo repetindo a frase de Bette como Margot, em Tudo sobre Eva.)
 No inicio de Tudo sobre minha mãe de Almodóvar (a semelhança dos títulos não é mera coincidência) a personagem principal discute com o filho sobre a tradução mal feita do título do filme em que Bette Davis atua (Tudo sobre Eva para a Malvada) o que contribuiu para aumentar a imagem de Bette como uma mulher malvada e insuportável, justamente em um filme que ela era a vitima. Tudo sobre Eva ou a Malvada é um dos filmes mais premiados do cinema hollywoodiano, com um roteiro, diálogos, cenas e personagens inteligentes, nada do ostracismo que as vezes vemos nos atuais filmes norte-americanos.  
Para sentir um pouco do gênio, temperamento e humor de Bette Davis, aí vão algumas de suas frases mais famosas, proferidas tanto por suas personagens como por ela mesma. Primeiro a  frase original, depois a tradução.
“Yes, I killed him, and I’m glad, I tell you. Glad, glad, glad”.

“Sim, eu matei ele, e estou contente. Digo-lhe, contente, contente, contente ( No filme a Carta)



“Sobre Joan: “She has slept with every male star at MGM except Lassie.”

Ela já dormiu com todos os astros da MGM, exceto Lassie.


“Why am I so good at playing bitches? I think it’s because I’m not a bitch. Maybe that’s why Miss Crawford always play ladies.

”Porque sou tão boa interpretando vilãs? Deve ser porque não sou uma vilã. Talvez   por isso a Sra Crawoford sempre interpreta mocinhas. “

"Gary was a macho man, but none of my husbands was macho enough to become mr. Bette Davis."

"Gary era um macho man, mas nenhum de meus maridos foi macho suficiente para se tornar o Sra Bette Davis."



"Never say bad things about someone who is dead. Only good things. Joan Crawford is dead. Great!" "Just because someone is dead who became a better person!"

"Nunca se deve falar coisas ruins sobre alguém que está morto. Apenas coisas boas. Joan Crawford está morta. Ótimo!" "Não é porque alguém está morto que se tornou uma pessoa melhor!" (quando sua Joan morreu em 1977)


Joan Crawford and I have never been warm friends. We have never been nice. I admire her and at the same time, I'm uncomfortable with it. To me, she is the personification of a movie star. I always had the impression that Crawford was his best performance playing Crawford. "
"Joan Crawford e eu nunca fomos amigas calorosas. Nunca fomos simpáticas. Eu a admiro e, ao mesmo tempo, sinto-me desconfortável com ela. Para mim, ela é a personificação de uma estrela de cinema. Eu sempre tive a impressão de que sua melhor performance era Crawford interpretando Crawford.

"I would not piss on it or if it was on fire." "Eu não mijaria nela nem se ela estivesse em chamas."
"Fasten your seatbelts, it's going to be a bumpy night!”
Apertem os cintos, hoje a noite será turbulenta ( Como Margot, em Tudo sobre Eva)
Joan Crawford (Foto Divulgação)


Mas Joan Crawford também não era fácil. Indicada três vezes ao Oscar de melhor atriz, em 1945 por Almas em Suplício, em 1947 por Fogueira de Paixões e em 1952 por Precipícios D'Alma. Venceu em 1945 e participou de outros filmes de sucesso como Johnny Guitar e O Que Terá Acontecido a Baby Jane? Ao contrário de Bette, Joan interpretava personagens boas, mocinhas e vitimas, quando na realidade boatos sobre a permissividade com seus filhos eram assustadores. A atriz que hoje ocupa a décima posição das maiores lendas femininas do cinema, segundo a própria filha, violentava seus quatro filhos adotivos. No seu testamento, escrito pouco tempo antes de sua morte, Crawford deserdou os seus dois filhos mais velhos, Christina e Christopher, legando uma parcela mínima da sua fortuna aos outros dois. Após sua morte, sua filha mais velha Christina Crawford, publicou o livro Mommie Dearest (Mamãezinha Querida), um livro autobiográfico best-seller no qual descreve Joan como péssima e abusiva mãe. Segundo Christina, a mãe era alcólatra e não tinha nenhum afeto pelos filhos, que teria adotado apenas para fins publicitários. O livro, bastante polêmico, foi levado às telas com Faye Dunaway no papel de Crawford.
Bette e Joan-O que terá acontecido com Baby Jane? (foto divulgação)


A rivalidade entre Bette e Joan não era marketing como acontecia com as cantoras na era de ouro do rádio brasileiro. Odiavam-se de forma recíproca. Ambas entraram para o cinema na mesma época. Antes deste, Davis era atriz de teatro e Joan, linda e exuberante, era dançarina de strip-tease. Durante as gravações de O que terá acontecido com Baby Jane? (Unico filme em que trabalharam juntas) Bette fazia questão de ter consigo no estúdio, uma garrafa da Coca-cola, justamente para afrontar Joan que era viúva do maior acionista da Pepsi.  Em cena, era um duelo de atuação. Bette é impecável atuado com uma mulher velha, resignada e  neurótica que tortura diariamente sua irmã cadeirante que é uma ex atriz de grande sucesso, interpretada por Joan.  Durante o filme, perguntas ficam ao ar do inicio ao fim:  quem   realmente é a irmã perversa?  De quem é a culpa da personagem de Joan ser paraplégica? O que aconteceu com Baby Jane? O filme, que é todo em preto e branco, contribui para o suspense e para o terror de algumas de cenas. Acima de tudo, os diálogos, a produção, o enredo atuação de Bette e Joan são é impecáveis. Ódio na frente e atrás das câmeras.

03 maio 2012

O dia, o mofo e o moço loiro

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Dieison Marconi
                      
           Escrever aqui no Para Ladys tem sido de alguma forma, um escape entre as matérias jornalísticas que tenho de entregar até Quarta-feira e também entre as novas pautas que tenho de começar a trabalhar na Sexta, afora outros trabalhos acadêmicos.  Digo isso, pelo motivo de que escrever um texto que fuja um pouco dos textos acadêmicos é sempre bom, é sempre novo, sempre diferente. Escrever um conto, por exemplo, é desmistificante: é como ver histórias e personagens nascerem e frutificarem ao longe de onde foram plantadas, afinal, de onde elas surgem realmente? Dos momentos que você vive atualmente ou de qualquer história quase esquecida no teu inconsciente? Por isso, hoje resolvi trazer um conto pra vocês, que se chama O dia, o mofo e o moço loiro. Espero que gostem! 
                                                  
Acordou. Simplesmente acordou. Essa talvez  seria  a sua única atitude  positiva do dia. O resto seria todo de negativas. Não, não havia  lido  nenhum capitulo  de  negativas  de algum  escritor  mestre do realismo  brasileiro. Não, no máximo lia rótulo  de cerveja, nomes de  cigarros,  nome de  cachaça  e lia também os olhares  que os  homens  do  bar voltavam-se  para  suas pernas, bunda  e  seios.   Acordava bem. Mas  a partir  daí,  era   levantar da  cama  para  as coisas  irem  desandando, desandado... Dormia  nua  e nem  se importava  com o frio  sulino que mofava  a parede e o teto branco  do quarto. Quarto feio  aquele. As paredes  brancas mofadas em dias de chuva transpiravam um água lenta, quase  verde. Seus móveis, um guarda-roupa velho quebrado com recortes de revistas antigas.  Um guarda-roupa que era de uma tia  encalhada e que lhe dera  de presente  olhando  para  seus  seios   que apontavam crescendo  por dentro  de um vestido quase transparente, um vestido velho  e também   dado.  Dormia nua sob um lençol e mais um edredom que cheirava a mofo, uma mistura  de cansaço, frio  e suor.     
             
 Era acordar, vestir-se e ir para o bar.  Era sábado, 8:30  da manha e  ela  já podia  ouvir  os clientes  chegando, uns  já  vinham bêbados, já haviam  brigado  em casa, outros  iam  beber  e depois  iam  pra casa bater na  mulher. Outros vinham atrás de mulher, outros  vinham  atrás  dela e com  desejo  de  besta  passavam as mãos  nas suas pernas, olhavam  para  seus  seios  ao servir  a  mesa. E  ela olhava  para  eles também. As vezes perdia-se  olhando  para  aqueles  homens bêbados, aqueles  estereótipos  mesmo: camiseta  aberta e fedendo  a cigarro  e a bebida, camiseta  aberta  mostrando um peito cabeludo  também  fedendo  a cigarro, bebida, deboche, desejo. Ela vestia-se. Colocava um vestido. Colocava o vestido lembrando de quem falava  que ela  usava  vestidos apenas  pra  se mostrar  aos homens. Havia  conversa também  de que quando era  mais  jovem fazia  programa. Mas no fundo, ninguém sabia se  no passado  ela havia  sido  prostituta  ou  não. A única  certeza  que  tinham era  que  ela  era  a dona  daquele bar de esquina,  que  servia  a mesa  de um bando de  macho bêbado.  Mas ela, colocando o vestido, olhava para o espelho e orgulhava-se com um  riso de canto e com  olhos amarelos  e  duros, de que  nenhum  homem  daquele bar  tinha feito  sexo  com ela, não havia ido pra cama  com nenhum deles.  

É que esperava alguém.  Esperava quem sabe um moço loiro, de  dentes  brancos  e sorriso largo. Mas como ia encontrá-lo? Ela mofada e amarela, fedendo  a mofo, cigarro, suor  e bebida  dentro  daquele bar...  Aquele  bar  não era lugar  de moço loiro  com dentes  brancos, e  se fosse, ele ficaria  que  nem ela:  loira, mas  suja, suja  e  mofada. Ela não gostava  dos dias, eram os mesmos  copos, os  mesmos  bancos, os  mesmos  rostos de sempre, mas  sempre, o mesmo  cheiro , o  mesmo  ar. E quando  vinha  a noite, apenas  se  acrescentava  a preocupação de  alguma briga  entre aqueles  homens  fedorentos.  Mas vinham mulheres  também. Organizavam-se e  vinham, bebiam, falavam  alto e gritavam  pedindo  mais  bebida. Quando  isso acontecia, principalmente  nas sextas  e  sábados, ela  chamava  dois  meninos pra  ajudá-la  no atendimento.  E  acostumava-se  a  tudo aquilo, cansada  e  mofada  de tudo, mas  acostumada.  As  vezes, um  dos rapazinhos  que  lhe ajudava  a  servir  as mesas  nos  dias  de maior  movimento  lançava-lhe  uns olhares agudos e “apaixonados”, os  quais ela ignorava  sorrindo.  Não se interessava por ninguém, exceto pelo  moço loiro  de dentes  brancos.  

Mas sentia  falta  de homem, sentia falta  de sexo.  Teve  poucos namorados  antes de  montar “aquilo   ali”, mas desconectada, não ficava  com ninguém, não conseguia, fugia. Mas aí,  a noite  em sua  cama  enfiava os  dedos  em seu sexo  até  sentir  um  quase- prazer, um  quase orgasmo, um quase  tudo.  Depois  tirava  os  dedos  úmidos  e chorava. Hoje  masturba-se  gemendo  comprimindo  a mão     dentro do sexo  entre  as pernas  e tudo  bem. Tudo bem, até vir o dia, e vem, vem, vem mofado e  amarelo.  A noite  mofada e  escura  sem o  moço  loiro  de dentes  brancos. Há muito não fala com os pais. Imaginava  eles  a  chamando de puta, vagabunda.  Mas  não se  importava.  Um   de seus  irmãos, o mais  novo  dos  meninos  lhe telefonara  em uma daqueles semanas passadas, bem  passadas. Estava morando na capital. Casado. Com outro homem. Estava trabalhando. Queria adotar uma criança. Estava Fe-liz. E Perguntou  como ela estava, disse  também que sentia saudades dela.  Ela falou pouco, intervinha  pouco  na fala  do irmão, não  se expressou nem feliz, nem alegre, nem triste.  Mas havia tempo  que  alguém  não dizia  que  sentia  saudades  dela. Quando o irmão  desligou o telefone, ela  ainda permaneceu  com o  aparelho  colado ao rosto, esquecida. 

Quando  voltou, pensou  apenas  que  alguém  andava  feliz.  Falava pouco com seus outros irmãos. Uma continuava morando com os pais, casada, chifruda, com filhos.  O outro  irmão  as vezes  até  aparecia  por  ali.  Trabalhava, tinha um carro  bacana, tinha  um  sorriso jovial. Casado. A esposa era um coisa  magricela  que  sorria demais. Não eram ricos, não eram pobres.  Ela  não  era  rica, ela  não  era  tão pobre. Mas  só  ela era mofada. Mofada e  amarela, suja  e mofada.   Sonhava pouco,  dormia  muito  a  noite. Mas  das raras vezes  que sonhava, acordava, ia pra  cozinha  e tomava  um copo d`água. Gosto  de ferrugem  com resto  de  sonho.  Já sonhara  que passava na banca  do  senhor Marcinho e  comprava  aqueles  livros  com uma  capa  bem desenhada , com títulos grandes  e redondos e   que contavam   histórias  de gente  loira  que se  amava. Mas não de gente loira encardida que nem ela.  Sempre pensou  em  comprar  um  livro daqueles.  Mas desistia  sempre da idéia  como  uma criança que recusa um doce. Certo dia o livreiro lhe deu um livro de uma tal de Hilda Hilst.  Gostou do título (Contos de Escárnio) e começou a ler. Lia com dificuldade, mas de repente, como se transportada para outra esfera que não aquela que vivia diariamente, encontrava contida nas páginas do livro, revivendo a cena:  “compre manteiga. Passe-a nos dedos. (Esqueça-se de Marlon Brando.) Chupe-os. E diga em tom de oração: que vida solitária, meu Deus. (Contenha-se)." 

Ela não sabia direito quem era Marlon Brando, mas por qual móvito ela não poderia dar um gosto mais literário pra vida? Mas eram sonhos. E as vezes  sonhava com sexo , com algum  homem  do bar. E por isso, sentia-se bem  quando  esquecia  dos  seus  raros  sonhos.  Quando  acordava  sobre saltada por  um  sonho,  sentia  algo  entalado  na garganta. Talvez  fosse  choro, talvez  fosse raiva, talvez  fosse  mofo.  Tomava água  com gosto  de   ferrugem. Ia pra cama. Amanha  ia acordar.  Acordou. Simplesmente acordou. Essa  talvez  seria  a sua única atitude  positiva do dia. O resto seria  todo  de negativas. Não, não  havia  lido  nenhum capitulo  de  negativas  de algum  escritor  mestre do realismo  brasileiro. Não, no máximo lia rótulo  cerveja, nomes de  cigarros,  nome de  cachaça  e lia também os olhares  que os  homens  do  bar voltavam-se  para  suas pernas, bunda  e  seios.   Acordava  bem. Mas  a partir  daí,  era   levantar da  cama  para  as coisas  irem  desandando, desandando...

17 abril 2012

Maringá uma cidade de muitas polêmicas

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Eu já tive o prazer de conhecer Maringá, uma cidade situada no noroeste do Paraná. Um lugar muito bonito, arborizado, uma cidade de pessoas bonitas e muito simpáticas. Porém, esse post não é uma propaganda de Maringá, o que eu quero falar é sobre os últimos acontecimentos envolvendo o público gay na cidade. Todo Mundo deve ter ouvido falar da polêmica entre a igreja católica e parada gay desse ano, pois os organizadores da parada gay utilizaram uma imagem da catedral da cidade no fôlder de divulgação do evento, o que deixou os fiéis mais fervorosos indignados por macular o cartão postal da cidade, embora na minha opinião a igreja é esteticamente horrível. 
Essa ai é a catedral, um feixe de luz passa pela igreja e sai em forma de arco-iris, não é nada novo, pois esse fôlder foi inspirado em uma capa de CD do Pink Floyd. Não foi novo, mas foi muito criativo e pertinente, já que não só a igreja católica como todas as religiões estão precisando se iluminarem com as cores da diversidade. 
Agora continua sentada ai que tem mais polêmicas de Maringá. Bem sei eu que já estive em Maringá, que lá é uma cidade com uma grande população de Travestis, e onde tem muitas "travas" tem barraco.  Espia o vídeo. 
Não sei que é pior: A) as travas B) o cara que saiu com as travas C) o locutor e a emissora por noticiar tal fato.

11 abril 2012

New Boy - amanhã

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Olá pessoas!! Eu não sei se todo mundo sabe, mas eu e a minha colunista Gabi estudávamos juntos, e quis o destino que  nos separássemos, ambos foram fazer o mestrado em estados diferentes. Gabi ficou no Paraná e eu voltei para Santa Catarina, e como estamos no mestrado e com pouco tempo para escrever aqui no blog, resolvi chamar novos colunistas. E hoje trago uma boa notícia!!! Já achei o meu primeiro novo colunista, por indicação de uma amiga conheci o Dieison, gaúcho de Frederico Westphalen e estudante de Jornalismo na Federal de Santa Maria, um moço muito simpático e pelo que fiquei sabendo muito intelectualizado. Ele vai escrever  e dar a sua opinião sobre os mais variados assuntos todas as quintas feiras no Diálogos do Rio Grande.
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Eu ainda estou procurando mais um colunista, por isso se você tiver interesse ou conhece alguém que tenha vontade em escrever no Para Lady's é só entrar em contato comigo aqui pelo blog ou pelo e-mail: paraladys@hotmail.com

04 abril 2012

Os inconvenientes

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Quem nunca sofreu desse mal eheheheheh

14 dezembro 2011

Ser ou não ser politicamente correto?

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boca
Tenho ouvido muitas pessoas reclamarem do politicamente correto. Eu não gosto muito dessa onda de tudo ser politicamento correto,  acho chato a perda de espontaneidade por tentarmos sempre nos policiar para não dizer algo que não se enquadre dentro do politicamente viável. Por outro lado, não gosto de coisas extremistas, radicais, porque não acredito que as coisas sejam absolutas – acredito, sim, em diversas formas de percepção de um único objeto. E talvez por não me dar bem com radicalismo, entendo alguns valores do politicamente correto.
Os que falam que acham uma besteira ter que falar afro-descendente ou não poder fazer piadas com homossexuais, muito provavelmente nunca estiveram no time da minoria. Eu adoro humor, principalmente se for inteligente, mas acho que deve ser muito chato ser sempre o motivo da piada – por que, por exemplo, gays são sempre motivo de chacota nas piadas? Por que ninguém faz piada de heterossexual? Por que ninguém faz piada de branco? De gente magra? A grande genialidade do humor está em rir do outro mas saber que, momentos depois, vai ser a vez dos outros rirem de você, como acontece com as piadas de times de futebol, por exemplo. Agora, nesses casos, os homossexuais sempre têm que aturar as mesmas piadas e fingir que está tudo bem (as vezes está tudo bem, mas nem sempre!!). Se reclamamos, somos vistos como chatos, como intolerantes, como mal-humorados. 
Por isso, acho que o politicamente correto tem que existir sim (com moderação), enquanto as pessoas não tiverem o bom senso de se colocar no seu lugar e respeitar a trajetória do outro. Quem faz piada com a intenção de ofender deliberadamente qualquer minoria – mulheres, gays, deficientes, travestis, etc. Deve ser punido.     


05 setembro 2011

Comicidade

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Bom pessoas e ai como foi o final de semana? o meu foi ótimo!! Mas estou postando aqui para avisar que estou indo viajar hoje e só voltarei no final de semana, estou indo para a cidade natal da  Gabi (que escreve aqui (as vezes) no blog a segunda do sexo oral - o sexo falado, e sim ela existe, muito embora as pessoas no geral comentam nos post dela como se fosse eu que tivesse escrito)
Mas enfim essa semana estarei off, volto na sexta com novidades
Bjoo a todos e boa semana :)

26 agosto 2011

A Devassa do Pará: uma pessoa diferenciada

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Bom eu não tenho nada para comentar, só queria mandar um beijo para as pessoas do Pará, principalmente para a Joelma do Calypso. 

12 agosto 2011

Responsabilidade social e ambiental: apoiando as minorias

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Divulgação 
ATO MUNDIAL CONTRA BELO MONTE
20 DE AGOSTO DE 2011

EM CADA CIDADE, EM CADA PAÍS
A luta contra Belo Monte e o modelo de desenvolvimento do consumo e do mercado, exterminadores de sonhos e vidas, chega a uma etapa decisiva.
Os monstros de ferro já chegaram ao Xingu. Máquinas que devoram árvores e aniquilam friamente pássaros e pequenos animais.
Gritos e gemidos ecoam na floresta.
Governos e políticos corruptos, empreiteiras e mineradoras, o capital, querem matar o rio Xingu para gerar energia para indústrias que poluem, superaquecem e destroem o planeta.
Contra este projeto de morte, milhares, milhões de mulheres e homens já estão organizados. Defendendo a vida, darão, sem hesitar, suas próprias vidas.
EM DEFESA DOS POVOS, DA FLORESTA E DOS RIOS DA AMAZÔNIA!
ATO MUNDIAL CONTRA BELO MONTE
EM CADA CIDADE, EM CADA PAÍS
AS 13:00 Hs
EM SÃO PAULO, EM FRENTE AO VÃO DO MASP
EM BRASILIA, EM FRENTE AO CONGRESSO NACIONAL
EM SALVADOR, PRAÇA CAMPO GRANDE
EM FORTALEZA, PRAÇA JOSÉ DE ALENCAR, CENTRO
EM PERNAMBUCO, PRAÇA DO DERBY
NO RIO DE JANEIRO, POSTO 4 AV. ATLANTICA, COPACABANA
NA FRANÇA, Parvis des droits de l'Homme, place du Trocadéro, Paris, 15:00h
EM SÃO FRANCISCO, 300 Montgomery street, Suite 900, San Francisco, CA 94104, day 22, Monday, in Brazilian Consulate.
PARTICIPE DESTA GRANDE CORRENTE DE CIDADANIA E JUSTIÇA!!


PELA VIDA NA FLORESTA, PELA VIDA NO XINGU, POR JUSTIÇA!!
http://frentedeacaopro-xingu.blogspot.com/

18 julho 2011

Férias = Argentina

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O otimismo ronda os negócios orientados ao consumo gay na Argentina, que esperam um novo impulso para suas rentáveis atividades, após a aprovação da lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo, pioneira na América Latina. Se a Argentina, e em particular Buenos Aires, já era referência para o turismo gay, agora os empresários do setor preveem um aumento da chegada de visitantes homossexuais, que são geralmente grandes consumistas.
 "Espero um impacto muito positivo, porque todos os negócios que tenho são orientados ao mercado gay. Por isso, certamente muitos casais de estrangeiros virão à Argentina só para se casar", explica Germán Arballo, empresário de negócios orientados ao segmento do turismo, desde aluguel temporário de apartamentos até adegas.  Segundo Arballo, na Argentina - país que nos primeiros cinco meses do ano recebeu cerca de 1 milhão de estrangeiros que gastaram cerca de US$ 1 bilhão -, quase dois de cada dez turistas são homossexuais. "Buenos Aires se tornou a cidade mais importante da América Latina para o turismo gay. Com a lei que permitia a união civil em Buenos Aires, a afluência de turismo gay já tinha aumentado 15% sobre o total de turistas. Agora, essa proporção é de quase 18%", precisou.
Brasileiros, americanos e europeus são maioria entre os viajantes homossexuais que elegem a Argentina, não só pelo ambiente "gay friendly", mas pela conveniente taxa de câmbio.

13 julho 2011

Para Lady's por Frederico

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São nos meios mais tradicionais da sociedade que os contos de fada têm as suas histórias reafirmadas. O herói, sempre um belo jovem, só adquire estatuto de homem quando sai do meio familiar em busca do seu destino, o que só alcança após enfrentar perigos, combater dragões e malfeitores, provando pela força, astúcia e pela coragem que é realmente um homem. Vencedor ele retorna a sua terra para ser rei e casar-se com a donzela-prêmio por sua vitória na conquista da masculinidade.
Eu não sou um príncipe encantado nem um herói, mesmo combatendo diversos dragões e malfeitores. Nunca provei minha masculinidade, por que ser homem não se prova se é, e eu sou homem, um homem que gosta de outros homens. Eu não voltarei a minha terra, por que eu não tenho uma terra, tenho várias, eu sou do mundo. E talvez um dia eu tenha um “donzelo-prêmio”, mas até eu encontrar esse... ficarei com meu donzelo moreno, loiro, alto, baixo, cafajeste, santinho, enfim...
Eu não vivo em um conto de fadas, não sou tradicional e nem sou a Lady, mas esse é meu novo reino, tudo bem que é cibernético, mas aqui agora quem manda sou eu. Para Lady’s por Frederico.

06 julho 2011

Dica de Blog

5 comentários
 Bom pessoas hoje estou divulgando um blog muito legal, é um blog de poesias.
E separei uma que achei muito boa, espero que todos curtam e acessem  o blog :)
               http://coldlivered.blogspot.com/

Sobre barbosear

Não me calo, pois embalo num momento de instante
Um ritmo frenético de um grupo alarmante
Sentido que faz a força e a força que encontra o remédio
Cujo fim se dá a um meio de intermédio

Vejo as patadas soltas no sol a brilhar
O brilho que me encontra cegamente no olhar
Logo a noite cai em momentos de piscadas
Onde uma delas dá a entender que foi uma de suas barboseadas

Barboseia daqui, barboseia dali
Onde estão suas manias, meu guri?
Queiras então dizer-me qual a sensação
De estar na praia comigo, deitado no chão

Vamos contar as estrelas pelo reflexo do seu olhar
Barboseando ironicamente sobre o amor e o mal amar
Barboseie meu caro, que hoje teu dia acabou
Pois a noite é parte do dia que nem começou

Amanhece e brilha o sol no seu corpo envenenado
Pois desde sempre soube que aquele seu papo era furado
Falou, falou e falou, no final era só barboseio
Tive que esconder a fita e te mandar pro fundo do mar por inteiro

04 julho 2011

Por Trás - Tá Valendo

2 comentários
Papo Calcinha 1
Bom eu sei que vários leitores não gostam desse programa, mas eu sou super fã delas, adoro a criatividade e a falta de vergonha para falar tudo sobre sexo. E como eu vou ter a semana você pergunta Oliver responde, perguntas sobre sexo, resolvi trazer esse vídeo para ir dando uma animada nos leitores em relação as perguntas :)
Eu to com pouca inspiração para escrever, e preguiça também por que aqui está muitooo frio hoje previsão de -1°!!! Nessas horas que sinto falta do meu cobertor de orelha ehehehhe
OBS: a foto do post foi escolhida para mostrar que esse blog privilegia o público lésbico também :)
bjoos




26 junho 2011

Receita do Espresso Martini do Dr. Drinks

3 comentários

Estou em uma semana bem variada, e como esse blog é direcionado para o público homossexual, nada mais gay do que  Drinks. Dando uma vasculhada pela internet encontrei um blog muito massa http://papodehomem.com.br/  e nesse blog achei essa receita do Martini com café.
Para fazer este cocktail, você precisará de:

Café espresso
Leite integral
Licor de Amêndoas (ou similar)
Vodka
Simple Syrup ( 1 xicára de açucar, 1 xicára de água mexendo em fogo médio até começar a ferver , quando o fogo deve ser apagado)



Passo a passo
1. Tire 50mL de café espresso e sirva na coqueteleira com bastante gelo.
2. Adicione 1 oz (30 mL aprox.) de vodka.
3. Acrescente 1 oz de simple syrup.
4. Bata até gelar a parede da coqueteleira e reserve.
5. Emulsifique (processo de transformar em creme) 2 oz de leite integral e 1 de Licor até obter um creme bem espesso. (se você não tiver essas tecnologias, pegue um creme de leite e misture com o licor)
6. Sirva o conteúdo da coqueteleira em uma taça Martin, que não precisa estar gelada previamente. Caso contrário o contraste entre a base fria e o creme quente provocará um contraste muito forte e desagradável, então a taça à temperatura ambiente funciona bem.
7. Lentamente despeje o creme do leite com amaretto pela borda da taça de modo que forme uma segunda camada do cocktail.
8. Caso tenha grãos de café em casa, ponha dois delicadamente sobre o creme para fazer o garnish do drink.

24 junho 2011

Dica de Livro - Novas famílias: conjugalidade homossexual no Brasil contemporâneo

2 comentários
Hoje resolvi trazer um bela dica de leitura, trata-se do livro de Luiz Mello "Novas famílias: conjugalidade homossexual no Brasil contemporâneo". Este livro propicia um estudo abrangente e cuidadoso sobre a polêmica questão da conjugalidade homossexual no Brasil contemporâneo. Trata-se, sem dúvida, de um trabalho valioso e oportuno: tomando como ponto de partida o Projeto de Lei Federal nº 1.151/1995, ele lança luz sobre as origens parlamentares e o desenvolvimento, no Congresso Nacional, dos debates sobre a regulação e o reconhecimento jurídico das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Por meio de uma análise dos debates na Câmara dos Deputados, que abrange todas as fases pelas quais passou o projeto, o autor contextualiza a argumentação parlamentar em favor e em oposição ao projeto. Revela, além disso, como e por meio de quais atores foi conduzida ao Parlamento a voz da sociedade civil. Todo este quadro é acrescido da análise conceitual do pano-de-fundo donde brota toda essa disputa legislativa: a emergência de novas famílias que desafiam o heterocentrismo familiar, realidade que, ao mesmo tempo em que enfrenta posturas recorrentes de intolerância religiosa, depara-se com os discursos familistas acionados por muitos grupos homossexuais.
Em seu último capítulo "as homossexualidades dos homossexuais", em minha opinião o melhor capítulo do livro, Mello  trás uma reflexão sobre as identidades homossexuais no Brasil contemporâneo e nos ajuda a compreender a complexidade das posições relativas a sexualidade e a família que se expressam em nossa sociedade, junto disto traça um complexo perfil dos movimentos GLBT, suas lutas reivindicações e conquistas, ao mesmo tempo mostra também o comportamento da sociedade frente esses movimentos. 

Separei um trecho que achei muito interessante: 

"O homossexual não é mais compreendido apenas como o homem emasculado por sua passividade sexual ou a mulher hiperviril que se porta como se homem em sua prática sexual. Se, até os anos 70-80, os "comedores de viados" não eram socialmente representados nem se auto-representavam como homossexuais, esse quadro começou a mudar radicalmente nos anos mais recentes, resultado de uma série de fatores, entre os quais se destacam: a atuação do movimento homossexual organizado na defesa de uma política identitária em que tanto a atividade quanto a passividade sexual são valorizadas; o advento da Aids e suas consequências, ao revelar a existência de muitas vivencias homossexuais - passivas e ativas". 
MELLO, Luiz. Novas famílias: conjugalidade homossexual no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Garamond, 2005. 

Livro on line AQUI. Viva o Google livros ehehehee (claro que não é o livro inteiro, o Google não é tão bom assim)

20 junho 2011

Entenda porque suas compras são mais caras no Brasil

6 comentários

Se a Becky Bloom fosse brasileira, ela teria 3 vezes mais cartões de créditos e seu olho estaria 3 vezes maior do que nessa foto.
Brincadeiras à parte, mas o assunto é sério. A verdade é que nós brasileiros temos uma das maiores tributações do mundo, principalmente para produtos produzidos fora do Brasil, que chega a 78,43% no perfume importado. Mas que também não é muito diferente da tributação do perfume produzido no próprio Brasil, que é de 69,13%.
Isso é, para um perfume importado que você compra na loja, você paga 3/4 do produto em tributação + a comissão da loja/vendedor. Que geralmente faz o seu perfume adorado custar por volta de R$250,00.
No exterior é comum você pegar um produto na gôndola e já saber qual será a tributação do produto na hora de passar no caixa.
Na Argentina uma coisa muito bacana é o “Tax Free”, que nada mais é do que lojas – com o adesivo na vitrine de Tax Free – que emitem um cupom fiscal para você que é estrangeiro, te devolvendo os valores das tributações argentinas aplicadas sobre a sua compra. No fim da sua viagem pela Argentina, no aeroporto, tem um local que você mostra todos os recibos e eles te devolvem todas as taxas. Gênio, né? Você não é da Argentina para usar os serviços públicos (escola, hospital, etc.), você não precisa pagar tributações vigentes.
Quer uma dica para fugir da grande tributação na hora de comprar um presente para alguém ou até para você mesmo? Compre um livro! Ele tem apenas 15,52%. ;)
Aqui está uma tabela com as tributações atuais de alguns produtos:
1. Perfume importado – 78,43%
2. Videogame importado (ex.: Playstation 3) – 72,18%
3. Perfume nacional – 69,13%
4. Tênis importado -58,59%
5. Vinho – 54,73%
6. Jóias – 50,44%
7. Aparelho MP3 ou iPod – 49,45%
8. Bolsa de couro – 41,52%
9. Telefonia celular -39,80%
10. Chocolate – 38,60%
11. Calça Jeans – 38,53%
12. CD – 37,88%
13. Cartão de Datas Comemorativas – 37,48%
14. Sapato e bota – 36,17%
15. Roupas – 34,67%
16. Cachecol – 34,13%
17. Almoço ou Jantar em um restaurante – 32,31%
18. Teatro e cinema – 30,25%
19. Buquê de flores – 17,71%
20. Livros – 15,52%
Você sabe quanto nós brasileiros já pagamos em impostos nesse ano? Até esse momento mais de 664 bilhões de Reais. Pode conferir em tempo real no Impostômetro!
É importante saber disso para cobrar de quem governa o nosso país, um melhor estudo público (professores com salários dignos), hospitais públicos com melhor infraestrutura e até impostos menores!
E para finalizar, PARABÉNS para você que chegou até o fim desse texto, pois você chega aos 2% da população que busca e tem esse tipo de informação.

Fonte: http://modaparahomens.virgula.uol.com.br

31 maio 2011

Pedido de Desculpas!!!

8 comentários
Gostaria de pedir desculpas pelo comentário feito por mim em relação ao vídeo postado ontem (Noite da Xoxota Louca). Recebi e-mails e comentários dizendo que eu havia sido preconceituoso. 
Realmente parando para analisar percebi que fui um tanto quanto exagerado e preconceituoso. Admito que tenho pouco conhecimento sobre as diversas culturas existentes no Brasil, portanto chamar uma manifestação cultural de promíscuo, por mais estranho que seja para mim foi algo extremamente preconceituoso.
Admito também que no Sul somos conservadores e pouco abertos para novas práticas culturais  (claro que isso não é regra e não generalizo todas as pessoas do sul), por isso manifestações como A Noite da Xoxota Louca causaram-me extranhezas a ponto de eu classificar como exótico. 

Mas o mínimo que posso fazer é ser humilde o suficientemente para vir até aqui e reconhecer o meu erro e pedir desculpa a todos que ficaram ofendidos.

E gostaria de pedir principalmente desculpas por ter classificado de forma indireta as pessoas do vídeo de "feias", afinal como me foi dito são brasileiros desprivilegiados, mas que no entanto não lhes falta alto estima.

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